São Paulo e o Brasil: Juntos para Crescer em 2020

 

O Brasil dá sinais claros de que está começando a se recuperar da mais longa e grave recessão econômica de sua história. O país ainda sofre os efeitos do cenário de devastação deixado pelos governos do PT, mas a estagnação já não é mais uma realidade. Paulatinamente, a letargia que assolou a economia nacional por toda a segunda metade da última década vai ficando para trás.

A opção pela agenda econômica reformista e liberal foi feita pelos brasileiros nas eleições de 2018, quando o desastroso legado da esquerda acabou rechaçado tanto no plano federal quanto na maioria dos estados. Com muito orgulho, posso dizer que o Governo de São Paulo está cumprindo à risca a vontade popular expressa soberanamente pelo voto.

São Paulo teve papel fundamental e decisivo no processo de retomada do crescimento brasileiro em 2019, ajudando o país a consolidar a economia liberal como nova matriz de desenvolvimento. Nosso estado liderou a criação de novos empregos no país. Foram 277.826 postos de trabalho formal de janeiro a outubro. O número obtido em São Paulo equivale a quase 40% de todos os empregos de regime celetista criados no Brasil no mesmo período.

Criamos polos de desenvolvimento em todas as regiões do estado para dar ainda mais robustez à economia do interior e do litoral. Incentivamos a modernização da indústria automobilística por meio de um programa que premia com redução tributária investimentos a partir de R$ 1 bilhão e geração de ao menos 400 novos empregos. Também cortamos impostos do setor aéreo, o que viabilizou a criação de 706 voos regionais, nacionais e internacionais – batizado de São Paulo Pra Todos. O programa deve gerar até 60 mil novos postos de trabalho com o incremento de opções de voo e a expansão dos setores de turismo e serviços.

O agronegócio paulista também foi beneficiado pela estratégia de cortes tributários para impulsionar a produção e a empregabilidade no campo. Logo no início de 2019, nosso governo zerou a cobrança de ICMS sobre frutas, verduras e legumes higienizados e embalados. Mais recentemente, também cortamos pela metade a alíquota de ICMS da indústria de calçados. Com menos custos fiscais, as empresas ganham fôlego para aumentar vendas e empregar mais funcionários para atender à demanda.

Montamos um agressivo programa de desburocratização e de desestatização que foi apresentado a investidores de todo o mundo em missões internacionais. São 21 grandes projetos para áreas estratégicas como logística, transportes e mobilidade urbana, com previsão estimada de R$ 40 bilhões em novos investimentos para São Paulo. Retomamos obras públicas paradas. O conjunto de ações do governo do Estado foi determinante para que a economia paulista encerrasse 2019 com crescimento de 1,9%, segundo a Fundação Seade – praticamente o dobro do estimado para o Brasil. Os números são inequívocos em relação ao êxito de nossa gestão no fomento à economia e geração de empregos.

Em 2020, a aceleração do crescimento de São Paulo e do Brasil está diretamente ligada à continuidade das reformas estruturais da máquina estatal. Agora, o país aguarda o avanço das reformas administrativa e tributária da União, além do novo pacto federativo que dará mais autonomia financeira aos governos estaduais e municipais. Em um cenário ideal, todas essas propostas deverão ser aprovadas até o final do primeiro semestre.

O último mês de dezembro deu novo fôlego para a defesa da atual agenda econômica. Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontaram crescimento de 0,6% no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no terceiro trimestre de 2019. Ainda está longe do ideal, mas o índice de crescimento de atividade econômica foi muito melhor que o esperado pelo mercado. De acordo com um ranking elaborado pelo jornal “O Globo” com dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da agência Bloomberg, o desempenho da economia brasileira entre julho e setembro foi o décimo melhor em uma lista de 36 países. Após duríssimos anos de recessão, a retomada do crescimento já faz parte da realidade do país.

O otimismo do mercado em relação ao Brasil aumentou. Análises divulgadas por grandes bancos internacionais apontam que o país poderia fechar 2019 com crescimento real de 0,9% e viés de alta ainda maior para 2020 – os mais ousados apostam em uma taxa de até 2,5%. E os setores que reaquecem a economia brasileira estão diretamente ligados a investimentos da iniciativa privada.

Melhora da economia está ligada à agenda liberal e reformista

Muito embora o IBGE ainda aponte estagnação nos setores de indústria de transformação (-0,2%) e de transportes (-0,1%), houve incrementos robustos em comunicação (3,8%), setor imobiliário (2,5%), eletricidade e saneamento (2,8%), construção (1,7%), comércio (1,6%) e agronegócio. A realidade mostrada pelos números é implacável e atesta que a melhora na economia brasileira está diretamente ligada à nova agenda liberal e reformista. Em vez da expansão suicida de gastos públicos, o novo modelo econômico é impulsionado por investimentos privados nacionais e estrangeiros. Menos Estado, mais privado. É este o caminho que vai reconstruir o Brasil e que adotamos em São Paulo com excelente desempenho ao longo de todo o ano passado.

Com o sucesso da agenda liberal, é de se esperar que partidos que defendam o novo modelo protagonizem as eleições para prefeito e vereador em 2020. Com a economia em recuperação gradual, é pouco provável que o eleitorado aprove um cenário de ultrapolarização como em 2018. Extremismos e radicalismos de qualquer espectro ideológico poderão ameaçar não apenas a continuidade das reformas, mas a própria manutenção do viés de alta da economia brasileira. O PSDB tem ciência de sua responsabilidade no atual cenário e optou pelo centro democrático, sempre aberto ao diálogo e ao debate construtivo, mas rejeitando totalmente qualquer extremo ideológico.

Nas eleições de 2016 e 2018, tive a honra de representar o PSDB em São Paulo em grandes vitórias nas urnas sobre o PT. Há quatro anos, fomos o partido que mais cresceu nas eleições municipais. Elegemos 803 prefeitos em cidades que somavam população superior a 30 milhões de habitantes e impusemos derrotas à esquerda até mesmo no ABC paulista, outrora considerado um “cinturão vermelho”. Nas eleições de 2020, a meta é aumentar ainda mais o número de prefeitos e vereadores do PSDB, sempre em defesa de uma economia liberal forte, com pleno emprego e aumento de renda para a população, cabendo ao poder público investir pesadamente no que é essencial: saúde, educação, segurança pública e habitação popular.

PSDB busca agregar mais jovens e mulheres

Tenho me desdobrado para conciliar minhas obrigações como governador de São Paulo à agenda de renovação do PSDB. Estamos buscando agregar o maior número possível de jovens e de mulheres em nossos quadros. A juventude traz mentalidade nova e frescor à política, e a sensibilidade das mulheres é decisiva para manter o equilíbrio tão necessário ao partido. O novo PSDB está decidido a manter o protagonismo que conquistou nas eleições municipais de 2016 e buscará alianças com legendas que compartilhem nossos ideais.

Na capital paulista, o prefeito Bruno Covas é nosso candidato à reeleição. Encabecei a chapa que levou Bruno para a Prefeitura de São Paulo e, como governador, vejo nele o dinamismo e a ousadia que caracterizam um prefeito comprometido com as necessidades e anseios da população da maior metrópole da América do Sul. Vamos usar o exemplo de sucesso do Bruno como um jovem e inovador gestor público em busca da eleição de prefeitos e prefeitas por todo o país, principalmente nas capitais e cidades de grande e médio portes.

Sou um otimista porque acredito que as mudanças só acontecem com muito trabalho duro, dedicação e esforço de todos por um país melhor, mais próspero e mais justo, com novas opções e oportunidades para todos os brasileiros. Começo o ano de 2020 com uma visão muito positiva para São Paulo e para o Brasil. A perspectiva de crescimento econômico em um ciclo virtuoso gera aumento da confiança de empresários e investidores. Com mais empregos e mais renda, a população vai exigir mais dos seus governantes. Para que mantenham e ampliem as conquistas viabilizadas pela implosão do paternalismo e dos gastos desenfreados do passado recente. É o que temos feito com bastante êxito em São Paulo. E é o que também desejamos para o Brasil.

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