[stock-market-ticker symbols="AAPL;MSFT;GOOG;HPQ;^SPX;^DJI;LSE:BAG" stockExchange="NYSENasdaq" width="100%" palette="financial-light"]

irice

NA ARGENTINA, REFORMAS DIFÍCEIS E CRISE DE CONFIANÇA

Por Rubens Barbosa*

Aumento da taxa de juros e a valorização do dólar nos Estados Unidos tiveram impacto nos mercados emergentes, com a desvalorização das moedas nacionais. O que está acontecendo na Argentina é mais um exemplo de como as fronteiras entre fatores externos e a política econômica interna dos países desapareceram. O aumento da taxa de juros e a valorização do dólar nos Estados Unidos tiveram impacto nos mercados emergentes, com a desvalorização das moedas desses países.

 + ‘Se a Argentina não tem dinheiro, não deve gastar’, diz economista

A combinação desses fatores com decisões políticas como a criação de imposto sobre receitas financeiras e a defesa do peso, além de um crescente déficit fiscal que chegou a 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB), praticamente o dobro do existente no Brasil, geraram desconfiança com a atuação do governo e do Banco Central. Como resultado, caíram os investimentos, o risco país aumentou, a desvalorização do dólar se acelerou, a taxa de juros foi seguidamente elevada (ate 40%) e houve perda sensível das reservas, forçando o presidente Maurício Macri a recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

+ Em dificuldade, Argentina recorre ao FMI para conter disparada do dólar

O pedido de US$ 30 bilhões ao FMI para fazer frente ao risco cambial e aos crescentes problemas econômicos que desestabilizaram a economia desde o início do ano foi igual ao que foi solicitado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso pouco antes das eleições de 2002, e que ajudou a superar a crise daquele momento.

Desde o início do ano, o presidente argentino estava encontrando dificuldade para levar seu plano de reformas estruturais, como a reforma trabalhista e a abertura da economia.

O que ocorre no nosso vizinho interrompe uma tendência de avanço paralelo com o Brasil na política econômica, com reformas modernizantes, com estabilidade, com a inserção no mercado global pela negociação de acordos comerciais, como ocorre com a União Europeia, e com a redução de medidas protecionistas que muito prejudicaram a expansão do intercâmbio bilateral.

Qual o impacto disso sobre o Brasil? De imediato, as exportações de produtos industrializados, em especial no setor automobilístico, deverão ficar afetadas pela redução do crescimento da economia argentina.

É de se esperar que Buenos Aires não volte a impor medidas protecionistas, acarretando um novo retrocesso depois de significativos avanços na redução e eliminação das restrições comerciais, como ocorreu no governo de Cristina Kirchner.

Além disso, não parece que haja um risco maior de contaminação que venha a afetar a economia brasileira, hoje com as contas externas, a política fiscal e a inflação em situação muito mais favorável.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

newsletter

Receba as últimas atualizações

Inscreva-se em nossa newsletter

Sem spam, notificações apenas sobre novas atualizações.

Estamos nas Redes

Populares

Centro de Lançamento de Alcântara

Depois de mais de vinte anos do início da negociação, o Brasil, em 2019, assinou com os EUA, o acordo de salvaguarda tecnológica, aprovado em

O gradual esvaziamento do Itamaraty

A política externa, nos últimos 200 anos do Brasil independente, sempre teve um papel muito relevante na defesa do desenvolvimento econômico, dos interesses concretos do

Veja mais

Confira as demais postagens do IRICE