Com Lula, Brasil volta a usar política externa para avançar agenda doméstica, diz Sean Burges

Daniel Buarque 04 novembro 2022

Novo governo assume após ‘hiato’ da diplomacia brasileira e vai enfrentar contexto global complicado por guerra na Europa e disputas entre EUA e China. Para o professor de relações internacionais na Universidade de Carleton, no Canadá, o Brasil pode voltar a trabalhar para assumir um papel de liderança do Sul Global para ganhar voz internacional e ajudar a promover o desenvolvimento interno

É só botar um pouco mais de água no feijão? O plano Nova Indústria Brasil

Sean Burges 27 março 2024

Anúncio de política para fortalecer a economia é ambicioso e abrange diferentes áreas de atividades. Para professor, entretanto, ele apresenta falhas ao delinear projetos que são simplesmente uma elaboração de programas já existentes ou uma tentativa de surfar na onda de sucessos pré-existentes, sem inovar

Lula e o fim dos princípios ideológicos na política externa brasileira

Sean Burges 28 fevereiro 2024

Sucesso nos primeiros mandatos do presidente, a tentativa de liderar a região tem sido um desafio para Lula por conta da mudança nos contextos da América do Sul. Para professor, a nostalgia da solidariedade de esquerda está colocando em risco o interesse nacional brasileiro

Com posicionamento sobre genocídio em Gaza, Brasil põe pé fora do muro

Daniel Buarque 25 janeiro 2024

Apoio político à denúncia contra Israel inova e tem relevância para a discussão sobre o status internacional do país. Postura faz com que o Brasil deixe de lado a histórica neutralidade que afeta sua busca por prestígio e leva à declaração surpreendente de que o país não quer ser ‘mediador universal’

Sem ir além da conversa, política externa do novo governo Lula fica aquém do seu potencial

Sean Burges 22 janeiro 2024

Em um ano, Itamaraty conseguiu facilmente retomar relações fragilizadas durante o governo de Bolsonaro, mas não foi muito além do diálogo. Para professor, a participação em temas chave da política global é uma questão muito séria e complicada, mas é um desafio que o Brasil enfrentará repetidamente nos próximos anos

Conheça os colunistas do portal Interesse Nacional

Editores Interesse Nacional 03 janeiro 2024

Leia os artigos de Rubens Barbosa Leia os artigos de Daniel Buarque Leia os artigos de Sérgio Abreu e Lima Florêncio Leia os artigos de Camila Andrade Leia os artigos de Sean Burges Leia os artigos de Wânia Duleba Leia os artigos de Maria Auxiliadora Figueiredo Leia os artigos de Fernando Filgueiras Leia os artigos […]

Daniel Buarque: Os Estados Unidos contra o golpe no Brasil

Daniel Buarque 22 junho 2023

Em contraste com a atuação americana no golpe de 1964, novas evidências apontam para uma campanha do governo Biden para evitar um golpe de Bolsonaro contra as eleições do ano passado. Como pesquisador havia avaliado em 2022, os militares brasileiros dependem de parcerias internacionais, que poderiam ser desfeitas em caso de ruptura democrática

Lula, a guerra e o Brasil que quer ser líder sem ter que liderar

Daniel Buarque 02 fevereiro 2023

Governo retomou a histórica ambição de colocar o Brasil no centro das grandes decisões geopolíticas, mas a imparcialidade tradicional do país em disputas internacionais como a invasão da Ucrânia pode atrapalhar seus planos. Para observadores externos, potências precisam estar prontas para tomar partido, e o Brasil parece querer ser líder sem assumir responsabilidade por grandes decisões 

Ruptura democrática afetaria parcerias que garantem a segurança nacional do Brasil

Daniel Buarque 29 julho 2022

Ameaça golpista de Bolsonaro põe em risco a capacidade de o país se envolver em relações internacionais fundamentais para manter a soberania militar do Brasil. Para o professor de relações internacionais na Universidade de Carleton, no Canadá, uma intervenção militar traria o colapso da cooperação internacional com o país

Potências Emergentes e o Futuro da Promoção da Democracia

Oliver Stunkel 14 outubro 2011

Embora vários governos e organizações ocidentais continuem a gastar uma quantia considerável de recursos a cada ano em projetos de assistência à democracia, há uma mudança notável de poder em favor de países que são mais ambivalentes em promover a democracia, ou daqueles que rejeitam completamente a ideia. Democracias emergentes como o Brasil e a Índia oferecem uma perspectiva mais sutil quanto à possibilidade e à maneira de promover a democracia. Como as potências emergentes lidam com a tensão em sua perspectiva do mundo entre a noção da soberania e a da intervenção, e o que isso significa para o futuro de promoção da democracia?

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