Lentidão na contagem de votos no Peru testa os limites da democracia eleitoral

Há algo revelador no fato de o Peru ter realizado o segundo turno de sua eleição presidencial no domingo e, até hoje (quarta-feira 10), não saber quem é o candidato vitorioso. Não houve catástrofe natural, falha de segurança, nem crise diplomática que explique o silêncio das urnas. O que há é um sistema eleitoral que […]

Entre Kissinger e Tucídides

A comparação entre a abertura diplomática promovida por Nixon e Kissinger nos anos 1970 e a recente aproximação entre Trump e Xi Jinping revela mais diferenças do que semelhanças. Enquanto a estratégia americana na Guerra Fria reorganizou o equilíbrio global ao explorar a divisão sino-soviética, o atual diálogo busca apenas administrar uma rivalidade direta entre as duas maiores potências do mundo. Em um cenário marcado por alianças fluidas, interdependência econômica e ausência de liderança hegemônica, a relação sino-americana continua sendo o eixo central da política internacional, mas sem capacidade de restaurar uma ordem global estável. A diplomacia reduz tensões e amplia a previsibilidade, porém não elimina a competição estratégica nem a crescente fragmentação do sistema internacional

A visita do velho senhor e a ameaça de Tucídides

Fausto Godoy 08 junho 2026

A recepção cuidadosamente coreografada de Xi Jinping a Donald Trump reforçou a mensagem de que a China se vê como rival estratégica dos Estados Unidos em um sistema internacional em transformação. Tendo Taiwan como ponto mais sensível da disputa, o avanço tecnológico chinês, a crescente interdependência econômica e a competição por liderança global elevam o risco de tensões entre as duas potências

O que a eleição colombiana significa para a América Latina e o Brasil

Fique atento: o que acontecerá em Bogotá em 21 de junho de 2026 vai mudar o mapa político da América Latina — e isso afeta diretamente o Brasil nas vésperas de sua própria eleição, em outubro. O primeiro turno das eleições presidenciais colombianas, ocorrido dia 31 de maio, produziu um resultado que vai muito além […]

Como a reorganização da ordem internacional se torna uma encruzilhada para o agronegócio brasileiro

A fragmentação da ordem internacional e a substituição do multilateralismo por disputas entre grandes potências começam a atingir diretamente o agronegócio brasileiro, setor que depende de mercados abertos, cadeias globais estáveis e regras previsíveis. A crescente dependência da China, os riscos geopolíticos envolvendo fertilizantes, Oriente Médio e guerra comercial colocam o Brasil diante de um cenário em que comércio exterior passa a ser instrumento de pressão política e estratégica

O Regime do Irã – A Tutela dos Ulemás

Ahmet T. Kuru 20 maio 2026

Hoje, tanto islamistas (em prol de seus projetos políticos) quanto islamofóbicos (para argumentar que o Islã é incompatível com a democracia) afirmam que o Islã rejeita inerentemente a separação entre religião e Estado. O livro ‘Islã, Autoritarismo e Subdesenvolvimento: Uma Comparação Global e Histórica’ refuta essa afirmação por meio de uma análise histórica

EUA e Israel contra o Irã  – Uma guerra de escolha sem estratégia

No estágio atual do conflito, os EUA são os grandes perdedores, embora não seja o Irã um claro vencedor

A guerra que ninguém quis declarar – Irã, Israel e EUA em um conflito sem nome, e sem saída clara

Não estamos diante de um conflito que caminha para o fim, mas de uma guerra que se adapta às limitações impostas pelos próprios atores que a conduzem

Gunther Rudzit e Leonardo Trevisan – O terceiro choque do petróleo e a Guerra do Golfo III

Fala Colunista 07 maio 2026

Neste episódio os professores da ESPM Guther Rudzit e Leonardo Trevisan falam sobre os rumos do mundo pós 3º choque do petróleo. Mais além, os professores trazem uma visão do comportamento mundial atual e como a geopolítica deve se comportar ao longo dos próximos anos, pensando em mundo, Estados Unidos, China e oriente, Europa e, […]

As plantas de dessalinização como alvo de guerra 

A guerra no Oriente Médio abriu um precedente inédito e alarmante ao transformar plantas de dessalinização em alvos militares estratégicos. Em uma região onde milhões de pessoas dependem quase integralmente da água dessalinizada para sobreviver, ataques contra essa infraestrutura expõem a fragilidade hídrica do Golfo Pérsico, ampliam o risco de colapso humanitário e colocam em xeque a capacidade do direito internacional de proteger serviços essenciais em cenários de conflito

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