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iii-Brasil: Aniversário de um ano de morte de Bruno e Dom aumenta visibilidade internacional  do país com tom negativo 

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Reportagens especiais sobre a violência e a destruição na Amazônia voltaram a predominar na cobertura da imprensa estrangeira, com atenção aos riscos ambientais que continuam existindo após a troca de governos

Por Daniel Buarque e Fabiana Mariutti*

iii-Brasil – de 29/5 a 4/6 de 2023

Visibilidade: 73 reportagens em 7 veículos analisados

Classificação das notícias:

40% Neutras

41% Negativas

19% Positivas

A cobertura jornalística sobre o primeiro aniversário do assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira na imprensa estrangeira ampliou a visibilidade internacional do Brasil ao longo da última semana. Por mais que a data da morte dos dois complete um ano nesta segunda-feira (5), jornais estrangeiros começaram a publicar textos sobre a situação da violência e da falta de proteção ambiental na Amazônia na semana passada, com predomínio de notícias de tom negativo sobre o país.

No total, foram registrados na semana entre o final de maio e o início de junho 73 textos com menção ao Brasil nos sete veículos analisados, volume bem próximo da média semanal do Índice de Interesse Internacional (iii-Brasil). A maior proporção dos textos teve tom negativo, atingindo 41% da cobertura sobre o país. As reportagens de tom positivo foram 19% e as neutras foram 40%. 

O principal destaque foi dado pelo jornal britânico The Guardian, para quem Phillips escrevia com frequência. O diário inglês preparou uma série especial em homenagem ao aniversário das mortes, com mais de uma dezena de reportagens sobre o caso e a atual situação da Amazônia.

“As mortes de Dom e Bruno foram uma perda incompreensível para seus familiares e amigos –mas também um sinal da violência que ameaça aqueles que destacam os perigos das indústrias extrativas para o mais importante estoque de carbono do mundo. Um ano depois, em colaboração com um consórcio internacional, The Guardian publica o projeto Bruno e Dom: uma série de quatro dias que procura homenagear e dar continuidade ao seu trabalho”, diz. Somente até domingo, a série incluía 17 textos (16 deles com tom negativo).

O aniversário das mortes também teve muita atenção no francês Le Monde, que publicou reportagens sobre a violência na Amazônia. Além disso, o diário parisiense abordou a questão política do caso e da situação da floresta. “Apesar das promessas de Lula, as ameaças ambientais se multiplicam”, diz. 

Outro assunto de grande visibilidade internacional foi a reunião de presidentes da América do Sul em Brasília. Ao contrário da cobertura muito crítica na imprensa brasileira, entretanto, a maioria dos textos publicados nos jornais do exterior teve tom mais neutro, com relatos sobre a reunião e as perspectivas de uma maior integração da América Latina. Alguns artigos criticaram a questão ideológica ligada à questão da Venezuela, mas os relatos de forma geral foram mais factuais.

Um texto de opinião, publicado no espanhol El País, com teor positivo para a reputação do Brasil no exterior é a potencial indicação de uma mulher negra ou indígena para o Premio Nobel da Paz. Outro texto também preza pela positiva imagem do Brasil ao abordar sobre bancos brasileiros não darem empréstimo aos produtores de carne que desmatarem a Amazônia, publica o Clarín.

Retrospectiva 

Desde o início de abril de 2022, o iii-Brasil coletou e analisou em média 70 reportagens por semana com menções de destaque ao país nos sete veículos de imprensa analisados. 

Ao longo do levantamento, o iii-Brasil registrou em média 49% de reportagens de tom neutro, 33% de menções com tom negativo e 18% de textos positivos sobre o país. 


*Daniel Buarque é editor-executivo do Interesse Nacional, pesquisador do pós-doutorado do IRI-USP, doutor em relações internacionais pelo programa de PhD conjunto do King’s College London (KCL) e do IRI/USP. É jornalista, tem mestrado em Brazil in Global Perspective pelo KCL e é autor dos livros “Brazil, um país do presente” (Alameda) e “O Brazil É um País Sério?” (Pioneira).
Fabiana Mariutti atua como pesquisadora, professora universitária e consultora; obteve pós-doutorado, doutorado e mestrado em Administração e bacharel em Comunicação Social. Estuda a imagem, reputação e marca Brasil desde 2010. Autora dos livros: “Country Reputation: The Case of Brazil in the United Kingdom: Four Stakeholders’ Perspectives on Brazil’s Brand Image(2017) e Country Brand Identity: Communication of the Brazil Brand in the United States of America (2013).

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