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iii-Brasil: Meio ambiente e violência projetam imagem negativa do país no exterior

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Imprensa estrangeira criticou a postura do Brasil na cúpula do clima, apontando a contradição da adesão à Opep+ e que o país não está fazendo o suficiente contra o aquecimento global. Reportagens sobre violência contra estrangeiros também tiveram destaque

Por Daniel Buarque e Fabiana Mariutti*

iii-Brasil – de 4 a 10/12 de 2023

Visibilidade: 43 reportagens em 7 veículos analisados

Classificação das notícias:

60% Neutras

28% Negativas

12% Positivas

Após uma cobertura inicial ambivalente a respeito da participação brasileira na COP-28, em Dubai, a imprensa estrangeira adotou um tom mais negativo ao abordar a postura do país na cúpula ao longo da última semana. Reportagens criticaram a decisão brasileira de ingressar na Opep+ e apontaram que os esforços do país ainda não são suficientes para mitigar o aquecimento global.

No total, foram registrados na primeira semana completa de dezembro 43 textos com menção ao Brasil nos sete veículos analisados, volume abaixo da média semanal do Índice de Interesse Internacional (iii-Brasil). A maior proporção dos textos teve tom neutro, atingindo 60% da cobertura sobre o país. As menções negativas foram 28%, e as positivas foram 12%. 

O tom mais crítico foi adotado pelo jornal espanhol El País, que publicou um editorial assinado pela jornalista brasileira Eliane Brum dizendo que a participação de Lula na COP-28 ficou entre o cinismo e o escárnio. “O Brasil quer ser uma potência ecológica aumentando a produção de petróleo”, diz.

A crítica também ganhou espaço no britânico The Guardian, que publicou uma avaliação de como as maiores economias do mundo estão agindo contra o aquecimento global, e reprovou o Brasil. Apesar de registrar a queda no desmatamento desde o início do ano, o jornal diz que “a notícia de que o Brasil está prestes a alinhar-se com o cartel petrolífero da Opep foi recebida com decepção por muitos ativistas. O Brasil também planeja realizar um leilão para blocos de perfuração de petróleo em áreas ecologicamente sensíveis ainda este mês”. 

Também no jornal inglês, foi divulgado o lançamento do documentário O lugar mais seguro do mundo, que narra o verdadeiro custo do rompimento de uma barragem na cidade de Mariana, Minas Gerais, em 2015, e mostra os danos psicológicos e materiais em toda a comunidade.

Além da cobertura sobre temas ligados ao ambiente, o Brasil também foi destaque negativo na semana por conta de casos de violência, especialmente os que envolvem cidadãos estrangeiros.

Em mais de uma reportagem, El País abordou o “misterioso assassinato de um chef e golpista espanhol em um paraíso sombrio no Brasil”. O jornal fala sobre o “crime brutal” numa região da rota de tráfico de drogas num dos estados mais violentos do Brasil.

O tom negativo sobre segurança também teve destaque no argentino Clarín narrando o “horror no Brasil: uma argentina foi morta a facadas em Búzios”.

Outra reportagem, no mesmo jornal, trata da onda de violência no Rio de Janeiro. “Famoso por sua praia infinita, o bairro de Copacabana tornou-se o centro das atenções no Brasil nos dias de hoje devido à explosão da criminalidade e à criação de grupos de justiceiros do bairro, que mobilizaram as autoridades”, diz.

Retrospectiva 

Desde o início de abril de 2022, o iii-Brasil coletou e analisou em média 62 reportagens por semana com menções de destaque ao país nos sete veículos de imprensa analisados. 

Ao longo do levantamento, o iii-Brasil registrou em média 50% de reportagens de tom neutro, 30% de menções com tom negativo e 20% de textos positivos sobre o país. 


*Daniel Buarque é editor-executivo do Interesse Nacional, pesquisador do pós-doutorado do IRI-USP, doutor em relações internacionais pelo programa de PhD conjunto do King’s College London (KCL) e do IRI/USP. É jornalista, tem mestrado em Brazil in Global Perspective pelo KCL e é autor dos livros “Brazil, um país do presente” (Alameda) e “O Brazil É um País Sério?” (Pioneira).

Fabiana Mariutti atua como pesquisadora, professora universitária e consultora; obteve pós-doutorado, doutorado e mestrado em Administração e bacharel em Comunicação Social. Estuda a imagem, reputação e marca Brasil desde 2010. Interesse nas áreas de Place Branding e Public Diplomacy. Autora dos livros: “Country Reputation: The Case of Brazil in the United Kingdom: Four Stakeholders’ Perspectives on Brazil’s Brand Image(2017) e Country Brand Identity: Communication of the Brazil Brand in the United States of America (2013).

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