Uma solução de proteção e incremento da biodiversidade
Um grupo de bons e profundos pensadores nos brindam com uma solução de proteção e incremento da biodiversidade a desenhando com inegável competência e criatividade

O Brasil tem alguns traços culturais que lhe são inerentes, independente de preferências políticas e origens socio-economicas.
Entre eles está o de uma aproximação gradativa e silenciosa (quase envergonhada) para resolver os grandes problemas.
O Embaixador Roberto Campos (o avô) dizia com sua verve frasista que “o Brasil é mestre em adiar soluções”.
É o caso da proteção do meio ambiente e da diversidade brasileira, área em que o Brasil é inconteste líder mundial.
A legislação brasileira é uma das mais completas, modernas e criativas do mundo ombreando com a exuberância de sua natureza.
Mas nem sempre esses aspectos são realçados. Ou seja, as necessidades estão diagnosticadas e as soluções conhecidas (e nesse caso previstas em legislação de qualidade, sem as famosas e tão comentadas “inseguranças jurídicas”).
Pois agora um grupo de bons e profundos pensadores nos brindam com uma solução de proteção e incremento da biodiversidade a desenhando com inegável competência e criatividade.
No artigo As artérias vivas de um Novo Desenvolvimento Brasileiro em um cenário de transição: biodiversidade, riscos e o despertar bioeconômico nacional, publicado pelo site Integridade ESG, Nelson Rocha, Rita Maria Scarponi, José Guilherme Figueiredo e Matheus Filipe da Silveira analisam a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB 2025-2030).
O texto explora como o documento oferece a base para a concepção e expansão dos inovadores “corredores de bioeconomia”, entendidos como elementos estruturantes de um desenvolvimento regenerativo, descentralizado e intrinsecamente conectado ao vasto capital natural do Brasil.
Para os autores, “a EPANB 2025-2030 oferece a visão e o roteiro: os corredores de bioeconomia são o caminho material para a construção de territórios de paz com a natureza.”
Não sejamos tímidos. Aí está uma grande solução. Implementemo-la o mais rápido possível.
E se me permitirem a ousadia em trabalho tão bem desenhado, eu diria que os municípios têm competência constitucional para implementa-las e se cada um fizer a sua parte a solução está viabilizada.
Parabéns aos autores.
Fernando Antônio Albino de Oliveira, advogado pela USP, mestre pela NYU e doutor pela USP. Foi diretor da CVM. Atua em direito empresarial, com ênfase em projetos de infraestrutura e mercado de carbono.
Artigos e comentários de autores convidados não refletem, necessariamente, a opinião da revista Interesse Nacional