O consultor e ex-ministro da Reforma Agrária da Defesa e da Segurança Pública escreve sobre tema que pauta nove em dez assuntos de qualquer roda no País e crava: não vai ter golpe. Elenca para tal que a memória de 64 não é uma boa referência. Naquele momento, mídia, empresariado, classe média, igrejas, partidos e os EUA eram favoráveis à intervenção militar. Mas, nada disso se passa agora. O articulista aponta questões relevantes, que requerem diálogo e empenho do Congresso e sociedade civil, como deveria ser a presença de militares no governo, a participação de militares no TSE e a despolitização das polícias.
A origem das milícias é um paradoxo e um aviso. Integradas por policiais da ativa e da reserva, as milícias se organizaram para sua autodefesa e de suas famílias, em virtude da precariedade da Segurança Pública nas comunidades onde moravam. Sua estrutura, métodos, implicações e crescimento não podem ser dissociados da realidade e dos graves problemas que assaltam a Segurança Pública nacionalmente, levando todos à sensação de violência crescente, medo e desamparo. Principiando pela abordagem das milícias no Rio de janeiro, o artigo segue passando em revista os principais pontos que contribuem para a atual insegurança no país: sistema prisional, juventude vulnerável, política de drogas, polícias, sistema e política nacional de Segurança. Concluindo, o autor retorna àqueles que assombram os brasileiros e os ameaçam com seu poder crescente, os milicianos. A sensação de insegurança é generalizada e alcança todos, ainda que por modos diferenciados e está conectada à sensação de corrupção e baixa representatividade do sistema político do país.