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iii-Brasil: Casos de violência projetam imagem negativa do país na imprensa estrangeira

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Assassinatos ganham repercussão internacional e reforçam estereótipos de violência relacionados ao país.

Por Daniel Buarque e Fabiana Mariutti*

iii-Brasil – de 15 a 21/1 de 2024

Visibilidade: 45 reportagens em 7 veículos analisados

Classificação das notícias:

38% Neutras

35% Negativas

27% Positivas

Casos de violência registrados em diferentes partes do Brasil – alguns deles envolvendo estrangeiros no país – tiveram grande destaque na imprensa internacional ao longo da semana, projetando uma imagem negativa do Brasil e reforçando estereótipos de violência e insegurança já existentes. As mortes de um galerista nova-iorquino e de uma palhaça Venezuelana chamaram a atenção da mídia estrangeira em várias reportagens publicadas por diferentes veículos.

No total, foram registrados na terceira semana do ano 45 textos com menção ao Brasil nos sete veículos analisados, volume abaixo da média semanal do Índice de Interesse Internacional (iii-Brasil). A maior proporção dos textos teve tom neutro, atingindo 38% da cobertura sobre o país. As menções negativas foram 35%, e as positivas chegaram a 27%. 

“Galerista ‘visionário’ Brent Sikkema morreu no Rio de Janeiro. O fundador da galeria de arte Sikkema Jenkins & Co., em Nova Iorque, que representa o artista português Jorge Queiroz, morreu aos 75 anos, esfaqueado em sua casa. A polícia está investigar a morte”, relatou o jornal português Público. “Um homem foi preso no Brasil na quinta-feira em conexão com o assassinato de Brent Sikkema, um negociante de arte de Nova York que foi encontrado com 18 facadas em seu apartamento no Rio de Janeiro esta semana”, publicou o americano The New York Times, que tratou do caso em três reportagens diferentes ao longa da semana.

Outro caso de grande repercussão foi a morte de Julieta Hernández, artista circense venezuelana cujo corpo foi encontrado pela polícia com sinais de violência no Estado do Amazonas. Publicado no espanhol El País: “Julieta residia há vários anos em São Paulo, onde formava parte do coletivo feminista Circo di SóLadies, uma companhia de teatro que se apresentava como a palhaça Jujuba, ainda a artista viajava há quatro anos uma bicicleta fotografando cenas do país.”

“Seu corpo e os destroços de sua bicicleta foram encontrados em Presidente Figueiredo, a cidade amazônica 120 quilômetros ao norte de Manaus, onde ela havia parado pela última vez. Mais tarde, a polícia confirmou que um casal havia confessado tê-la matado. Eles enfrentam acusações de roubo com homicídio, estupro e ocultação de cadáver”, relatou o jornal britânico The Guardian.

Além dos dois casos, a imprensa estrangeira ainda publicou relatos relacionados a outros crimes violentos, como a investigação sobre a morte de Dom Phillips e Bruno Araújo Pereira, o crescimento do crime organizado no país e ataques contra grupos indígenas.

Apesar do grande destaque a temas relacionados à violência em muitos veículos, a imagem projetada pelo jornal China Daily no período foi diferente. o veículo chinês destacou de forma positiva as relações bilaterais entre os dois países em celebração aos 50 anos dos laços diplomáticos. 

“A China e o Brasil aproveitarão o 50º aniversário de suas relações diplomáticas como uma oportunidade para forjar os próximos ‘50 anos dourados’ nas relações bilaterais, disse na sexta-feira o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Ao longo de meio século, os laços China-Brasil tornaram-se mais maduros e resilientes e mostram constantemente grande vitalidade, disse ele”, relata o jornal.

Retrospectiva 

Desde o início de abril de 2022, o iii-Brasil coletou e analisou em média 60 reportagens por semana com menções de destaque ao país nos sete veículos de imprensa analisados. 

Ao longo do levantamento, o iii-Brasil registrou em média 50% de reportagens de tom neutro, 30% de menções com tom negativo e 21% de textos positivos sobre o país (a soma ultrapassa 100% por uma questão de arredondamento de valores percentuais). 


*Daniel Buarque é editor-executivo do Interesse Nacional, pesquisador do pós-doutorado do IRI-USP, doutor em relações internacionais pelo programa de PhD conjunto do King’s College London (KCL) e do IRI/USP. É jornalista, tem mestrado em Brazil in Global Perspective pelo KCL e é autor dos livros “Brazil, um país do presente” (Alameda) e “O Brazil É um País Sério?” (Pioneira).

Fabiana Mariutti atua como pesquisadora, professora universitária e consultora; obteve pós-doutorado, doutorado e mestrado em Administração e bacharel em Comunicação Social. Estuda a imagem, reputação e marca Brasil desde 2010. Interesse nas áreas de Place Branding e Public Diplomacy. Nomeada Who is Who pelo The Place Brand Observer. Autora dos livros: “Country Reputation: The Case of Brazil in the United Kingdom: Four Stakeholders’ Perspectives on Brazil’s Brand Image(2017) e Country Brand Identity: Communication of the Brazil Brand in the United States of America (2013).

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