[stock-market-ticker symbols="AAPL;MSFT;GOOG;HPQ;^SPX;^DJI;LSE:BAG" stockExchange="NYSENasdaq" width="100%" palette="financial-light"]

in news

iii-Brasil: O lugar do país no mundo, segundo a mídia internacional

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Apresentação do Índice de Interesse Internacional no Brasil (iii-Brasil) e da metodologia aplicada para analisar a forma como o país é projetado na imprensa estrangeira

Por Daniel Buarque e Fabiana Gondim Mariutti*

A busca por um lugar de prestígio para o Brasil no mundo é parte importante do trabalho desenvolvido pela política externa do país há mais de um século. A tentativa de conquistar reconhecimento como um dos atores mais importantes da política global faz parte da própria formação do país e tem sido uma constante na história do Brasil.

Essa busca por um maior status global esteve presente quando a corte portuguesa se mudou para o que ainda era sua colônia em 1808, também após a Independência em 1822, após a Proclamação da República em 1889, e nos pensamentos e ações do Barão do Rio Branco, fundador da diplomacia brasileira no início do século XX. Da mesma forma, o status foi uma motivação para o país em suas discussões sobre a participação na Liga das Nações, bem como na decisão de enviar tropas e participar ativamente da Segunda Guerra Mundial, e nos projetos das instituições da Organização das Nações Unidas (ONU) no pós-guerra. Durante a ditadura militar iniciada em 1964, também houve disputas pela imagem do Brasil no mundo[i].

O lugar de um país na comunidade global, sua reputação perante o mundo e seu status internacional, no entanto, não podem ser alcançados unilateralmente. Trata-se de um atributo intersubjetivo que depende do reconhecimento de atores externos[ii]. Embora o início do século XXI tenha dado sinais claros de que o Brasil estava em ascensão e sua imagem internacional melhorava, há pouca evidência de que o Brasil tenha sido reconhecido de fato pelo resto do mundo como um ator de primeira ordem na política global, especialmente quando se trata de discussões internacionais de segurança, guerra e paz.

A fim de preencher esta lacuna de conhecimento a nível político e estratégico, nos últimos anos, diferentes estudos, com abordagens metodológicas e teóricas diversas, têm se debruçado sobre a percepção externa do Brasil a fim de entender a imagem do país e o lugar destinado a ele no mundo pelas outras nações. À medida que essas técnicas investigativas são efetivadas, bem fundamentadas em ciência de ponta, são implementadas estratégias para a comunicação da projeção do país no domínio internacional.

Batizado no passado de “país do futuro”[iii] – o Brasil já foi descrito como um país de paradoxos ou um como o país de muitos estereótipos que tentava se tornar país do presente; em resumo, a imagem do Brasil é confusa e não sólida, pois a reputação é inconsistente e dicotômica, segundo Mariutti[iv]. Essas avaliações são particularmente importantes quando se considera que reputação de país e soft power são a base principal na qual o Brasil tenta tornar-se um país de maior prestígio nas relações internacionais, em sua tentativa de ser reconhecido mundialmente como um ator expressivo na política global[v].

O objetivo deste espaço digital chamado iii-Brasil é se consolidar como um índice de análise sobre a percepção do Brasil no mundo a partir da forma como o jornalismo internacional o trata.  Seu propósito é verificar e ponderar a imagem do Brasil, de como está projetada em veículos de notícias estrangeiros.

A cada semana, o índice avalia como o país é retratado em alguns dos principais veículos da imprensa estrangeira para entender o retrato que se pinta do Brasil e descobrir se o país tem imagem mais positiva, neutra ou negativa.

Como discutido ao longo deste texto de apresentação, esta abordagem teórica-metodológica de análise é fundamental para entender o lugar de um país no mundo, pois a noticiabilidade e a cobertura jornalística internacional são densamente significativos em um ambiente onipresente digital global, temporalmente, condicionalmente e contextualmente.

Fundamentação Teórica-Contextual

Nesta dinâmica economia global, transformações digitais e questões socioambientais, os países enfrentam uma pressão crescente para manter suas reputações. A comunicação desempenha um papel significativo a este respeito, e muitos meios de comunicação frequentemente relatam variados assuntos sobre países. Internacionalmente, ao redor do planeta, projeções discretas ou não, percepções interpretadas ou não, proporcionam associações multifacetadas com as nações pelos cinco continentes.      

Desde 2000, a literatura sobre imagem de país e status de país desperta fortemente um interesse notório em dois campos do conhecimento – tanto no âmbito dos Negócios Internacionais (NI) como das Relações Internacionais (RI) – de acadêmicos, profissionais e governantes.

Embora possa ser verdade que talvez as imagens comuns de um país não influenciem diretamente os debates políticos reais globalmente, e embora a tradição das relações internacionais pareça ignorar os levantamentos de imagens usando uma abordagem construtivista, é possível ver que a literatura sobre percepções, e especialmente percepções equivocadas, na política internacional mostra que é vital entender o que as nações pensam umas sobre as outras. Imagens afetam relações e podem levar a conflitos. Segundo Ariely[vi], as expectativas afetam o comportamento das pessoas, e as mesmas expectativas moldam os estereótipos – o que faz com que as imagens nacionais afetem o comportamento de todos os lados de um contato entre nações.

Mais importante do que pensar os estereótipos como nocivos ou benéficos é entender que eles existem e afetam o comportamento, muitas vezes impedindo lados diferentes de chegarem a um acordo. “Em um cenário assim, quando não é possível despir-nos de preconceitos e de conhecimentos prévios, talvez possamos pelo menos reconhecer que todos temos raciocínios viciados”, explica Ariely.

O reconhecimento da existência da influência dos estereótipos se torna, portanto, fundamental. E, além disso, o reconhecimento de quais são esses estereótipos – qual é a imagem do país – pode ajudar a entender as expectativas de partes externas, ajudando a determinar melhor as formas de agir a fim de evitar conflito e maximizar as vantagens nessas relações.

Estudos importantes colocaram em xeque a ideia de racionalidade dos Estados, argumentando que a psicologia dos líderes políticos influencia as decisões tomadas por tal Estado. O paradigma das relações internacionais comportamentais baseia-se na evidência de que líderes, grupos e organizações se afastam do modelo clássico de ator racional – exatamente como na economia comportamental. A abordagem comportamental das relações internacionais tem seis características básicas: as nações são lideradas por líderes que geralmente tomam decisões menos que racionais; existem limitações à capacidade dos líderes de processar informações; vieses influenciam decisões; o estudo se concentra no processo e resultado; o pressuposto de invariância associado à escolha racional é frequentemente violado por causa dos efeitos de enquadramento e emocionais; a aversão à perda é fundamental para as decisões de líderes, grupos e elites em geral[vii].

Os dados sobre os estereótipos do Brasil mostram que parece haver um contraste entre as percepções gerais que as populações em todo o mundo têm sobre o Brasil e o papel que o país quer desempenhar internacionalmente e, portanto, seu prestígio[viii]. A análise dessas percepções expõe essas diferenças e cria um ponto de partida para discutir as relações entre imagens internacionais e política externa. Embora existam evidências na literatura sobre as imagens serem fonte de problemas nas negociações internacionais do Brasil, ainda não é possível medir exatamente as conexões entre elas.

A Importância da Imprensa Internacional

A mídia internacional é vitrine e espelho do Brasil. Ela mostra o que acontece no país para o resto do mundo e tem um forte papel em moldar a percepção que estrangeiros têm do país, enquanto também reflete uma interpretação da nação e da própria identidade brasileira. 

O pesquisador chileno César Jiménez-Martínez explica que isso vale para e qualquer mídia: “Filmes, séries de TV, videogames, redes sociais e assim por diante são a base que pessoas de todo o mundo usam para formar suas impressões de um espaço geográfico, um Estado e uma comunidade humana – como a chamada ‘Brasil’ –, impressão que pode confirmar ou contradizer suas experiências diretas”, disse, em uma entrevista em 2020[ix].

O que é relevante aparece na mídia estrangeira. O que aparece nos jornais do resto do mundo é importante. Seja a cobertura do New York Times, a capa da Economist mostrando o Cristo Redentor decolando como um foguete, os editoriais do Guardian, as análises do Monde ou as imagens mostradas pela CNN, o fato é que a atenção e preocupação com a imagem do Brasil na imprensa internacional são uma constante na história do país. Os reflexos do que acontece no Brasil pelas lentes de quem vê a nação de fora funciona como um espelho da sua própria realidade.

Em “A diplomacia na construção do Brasil: 1750-2016”, uma verdadeira bíblia sobre a história do país e das suas relações exteriores, o diplomata Rubens Ricupero explica que a busca por reconhecimento e prestígio sempre foi uma das principais pautas do Brasil no cenário internacional – o que também justifica o interesse pela imprensa estrangeira e faz com que ela tenha importância. A mídia do resto do mundo é, em grande parte, responsável por moldar a percepção que os estrangeiros têm do país, então faz algum sentido que se preste atenção nela[x]

Ao tratar das notícias brasileiras sob um ponto de vista externo, apresentando os fatos a um público também estrangeiro, os jornalistas do resto do mundo precisam ter uma atenção muito maior a contextos e explicações. Há uma constante tentativa de resumir e explicar para leigos, o que gera uma cobertura por vezes diferente e interessante.

É verdade que a cobertura que a imprensa internacional faz no Brasil é marcada fortemente pelo uso de estereótipos e clichês para descrever o país de forma mais simples (ou simplista, até). Um levantamento das notícias sobre o Brasil durante a Copa do Mundo de 2014, por exemplo, revelou que 80% das menções ao país em cinco dos principais jornais estrangeiros continham estereótipos sobre a imagem do país. Também é verdade que isso poderia ser visto como um problema, considerando que a mídia internacional é uma das principais fontes de informações que os estrangeiros têm sobre o Brasil – e que isso ajuda a formar a imagem do país no resto do mundo[xi].

A Relevância da Marca Brasil

Do ponto de vista de negócios internacionais, em que prevalecem negociações estratégicas entre mercados, os conceitos de imagem de país e marca-país validam-se nos estudos clássicos, com trabalhos acadêmicos sobre efeito de país de origem, gestão de marca de lugar (país, cidade ou região) até publicações contemporâneas sobre gerenciamento da reputação de país, como reportado no trabalho bibliográfico de Mariutti[xii]. Além disso, o conceito de imagem de país é impactado pela reputação, pois a imagem do país pode atuar como uma potencializador da marca Brasil como estímulo de reconhecimento internacional e recurso de estratégia internacionalxii, como embasamento em negociações diplomáticas.

Imagem de país é o termo usado com mais frequência neste contexto para se referir a questões de reputação ou percepção de um país no exterior, o que significa que também pode ser usado para discutir a projeção de um país.

Enquanto “imagem gera força para construir reputação”, “a reputação é densa, mais forte, mais séria, é também mais difícil de ser mudada” pois “reputação é um alicerce de conhecimento amplo de um conjunto de imagens acumuladas”, enquanto a imagem do país se mostra momentânea e transitória, relata recente estudo de Mariutti e Giraldi[xiii].

Ainda, aplicamos especificamente a seguinte definição para a reputação do país como interpretações perceptivas de uma imagem de país ligada a associações com o nome do país, que são construídas ao longo do tempo em diversos atores, presente em suas mentes baseadas em imagens multidimensionais do país.

Claramente, percepções temporárias significativas podem ou não se tornar imagens duradouras da reputação do país. A reputação de um país transmite insistentemente (total ou parcialmente) a identidade do país criada por projetada (pela mídia) e percebida (pelos atores) imagens do país ao longo do tempo, seja de forma positiva, neutra ou negativa. Isto combinação de imagens generalizadas (fixas ou temporárias) carrega associações e impressões com um país[xiv] ao potencializar ou não seu valor[xv]. Pois, o “country brand equity” (CBE) indica o valor agregado e a avaliação geral das percepções das partes interessadas ou de interesse (stakeholders internos e/ou externos) originadas das associações da marca-país ligadas à reputação do país e à imagem do país, em conjunto com a conscientização da marca-país, fidelidade à marca-país, percepção da qualidade quanto à marca-país e os relacionamentos de canais com a marca”[xvi].

De tal modo, analisar o conteúdo da mídia (“news coverage) pode fornecer informações sobre como reputação é moldada em um nível amplo: por exemplo, artigos de jornal influenciam as percepções do status quo de um país em várias dimensões, reforça artigo de Mariutti, Tench e Buarque; como destaques nacionais, exportações, parcerias globais, destinos famosos, festividades culturais, cenas de filmes, reconhecimento esportivo, entre outros[xvii]. Diante do exposto, postulamos que pode existir uma ligação ampliada entre o conteúdo das notícias e a imagem projetada e/ou percebida de um país.

Reconhecemos que qualquer tipo de comunicação pode ter o potencial de informar e moldar o conhecimento das pessoas sobre a imagem de um país; porém, relativo a outros canais, a mídia também tem a capacidade de influenciar as opiniões e as decisões de investidores e consumidores. Como resultado, vários países têm, intencionalmente ou não, investigado sua imagem através da mídia global e, assim, compreenderam sua própria reputação do país usando distintas perspectivas teóricas, metodológicas e disciplinares.

De qualquer forma, a mídia noticiosa desempenha um papel indispensável como parte interessada e um canal influente para proteger, preservar e/ou posicionar um país imagem. A este respeito, vale a pena notar que os países são visíveis todos os dias por a mídia estrangeira[xviii]. Para gerar resultados positivos e autênticos imagens – ou pelo menos neutralizar imagens negativas – sobre suas nações, governos frequentemente submetem e recomendam cobertura de notícias aos membros da mídia como parte de suas estratégias para monitorar a reputação de seus países. Muitos governos liderar campanhas de mídia para diminuir a distância entre a realidade do país e sua percepção global. Sendo assim, os jornais reposicionando-se como entidades editoriais multiplataforma[xix]. Como afirma Ghersetti[xx], “profissionais da mídia e pesquisadores descreveram as notícias online como focadas na atualidade, apresentando informações curtas, rápidas e diretas histórias” – tornando-o aplicável às dimensões que podem vir a compor as imagens temporárias ou superficiais de um país que normalmente envolvem a reputação de um país, a médio e longo prazo.

Protocolo Científico-Metodológico

Embasando-se na abordagem de estudos mistos (qualitativo e quantitativo) como recomendado na literatura[xxi].

Com base no arcabouço teórico, a coleta de material documental[xxii] será de jornais internacionais selecionados. Os documentos “podem ser considerados uma fonte natural de informações à medida que, por terem origem num determinado contexto histórico, econômico e social retratam e fornecem dados sobre esse mesmo contexto”[xxiii]. Para tanto, os procedimentos para coleta de dados secundários acontecem por meio digital[xxiv].

Sendo assim, essa metodologia científica de amparo teórico e sistemático é adotada para cada publicação semanal nesse portal. Em relação à coleta de dados para busca das notícias, estabeleceu-se um veículo de cada país selecionado. Entre os primeiros jornais selecionados, estão: The Guardian (Reino Unido), The New York Times (Estados Unidos), El País (Espanha), Le Monde (França), Clarín (Argentina), Público (Portugal) e China Daily (China).

A identificação da matéria para análise é baseada na busca das palavras “Brasil”, em diferentes idiomas, tanto no título como na manchete da página, como palavra pesquisada para o corpus da investigação. A análise não incluirá buscas por palavras “brasileiro” ou demais configurações booleanas. No entanto, figuras e fotos podem ser consideradas como conteúdo ilustrativo tangencial ao texto da matéria jornalística.

Deste modo, os resultados de cada notícia coletada são listados em planilhas, mostrando a seção do jornal e indicando a ordem cronológica das notícias (a mais recente ao mais velho) com a data específica, marcada numericamente. Em seguida, a definição da categorização qualitativa se inicia para mensuração das respectivas classificações como abordagem quantitativa – texto negativo, neutro ou positivo. Como os artigos comunicam um tom subjacente com terminologia variável (como tipo de imagem), classificamos cada artigo desta maneira: os artigos eram “positivos” se forem essencialmente “boas notícias”, negativos se forem “más notícias” e neutros se não apresentarem nenhuma notícia negativa ou positiva – essa classificação está de acordo com a abordagem utilizada na academia[xxv]. Como destacado por Morley[xxvi], a análise de conteúdo “dará uma classificação do conteúdo de cada reportagem de imprensa” – por exemplo, se for negativo, neutro ou positivo.

Após essa etapa inicial, utilizamos análise temática e análise de conteúdo qualitativa[xxvii] e análise de conteúdo quantitativa como estatística descritiva[xxviii] para explorar, classificar e interpretar os dados do conteúdo das notícias. Conforme as sugestões de estudos anteriores[xxix], realizamos uma análise de conteúdo sobre os artigos classificados para serem ponderados à perspectiva teórica da imagem, reputação ou marca-país. Adicionalmente, a análise de conteúdo textual, numeral ou visual[xxx] proporciona embasamento no entendimento de um fenômeno a ser compreendido em um contexto no qual os autores são complementares disciplinarmente (RI e NI) com propósito acadêmico da análise na perspectiva integrada das interpretações[xxxi].

Portanto, um índice semanal, intitulado de iii-Brasil (Índice de Interesse Internacional no Brasil), é registrado conforme a finalização da investigação tratada dos dados seguida da posterior interpretação analítica subjetiva e objetiva do corpus de cada estudo, conforme os conteúdos das publicações internacionais.

A cada semana, o portal Interesse Nacional atualizará o iii-Brasil indicando a evolução da percepção externa do Brasil sob a perspectiva da mídia estrangeira. Isso vai permitir entender melhor o posicionamento do país no mundo, bem como conhecer as vulnerabilidades e oportunidades para a diplomacia e o comércio exterior brasileiros.


* Daniel Buarque é editor-executivo do Interesse Nacional, pesquisador no programa de doutorado em Relações Internacionais do Brazil Institute do King’s College London (KCL) e do IRI/USP. É jornalista, tem mestrado em Brazil in Global Perspective pelo KCL e é autor do livro “Brazil, um país do presente” (Alameda)

Fabiana Gondim Mariutti é pesquisadora e consultora sobre gestão de marca de lugar e negócios internacionais; pós-doutorado, doutorado e mestrado em Administração com Bacharel em Comunicação Social. Estuda a marca Brasil desde 2010.


Referências

[i] Para conhecer mais sobre estudos a respeito da busca do Brasil por prestígio e status, ver Esteves, Paulo; Jumbert, Maria Gabrielsen; Carvalho, Benjamin de (orgs.) Status and the Rise of Brazil. Cham: Palgrave Macmillan, 2020.; Saraiva, Miriam Gomes. Brazil’s Rise and Its Soft Power Strategy in South America. In: Foreign Policy Responses to the Rise of Brazil, 46–61. Springer, 2016. Mares, David R.; Harold A., Trinkunas. Aspirational power: Brazil on the long road to global influence. Geopolitics in the 21st century. Washington, D.C: Brookings Institution Press, 2016. Stuenkel, Oliver; TayloR, Matthew MacLeod. Brazil on the Global Stage: Power, Ideas, and the Liberal International Order. Springer, 2015.

[ii] A literatura acadêmica sobre reconhecimento e status em relações internacionais tem como principais referências estudos, como: Paul, Thazha V.; Larson, Deborah Welch; Wohlforth, William C. Status in World Politics. Cambridge: Cambridge University Press, 2014.; Larson, Deborah W.; Shevchenko, Alexei. Quest for status: Chinese and Russian foreign policy. Yale University Press, 2019. Volgy, Thomas J.; Corbetta, Renato; Grant, Keith A.; Baird, Ryan G. (orgs.) Major Power Status in International Politics. In: Major Powers and the Quest for Status in International Politics. New York: Palgrave Macmillan US, 2011.; Clunan, Anne L. Why status matters in world politics. In: Status in World Politics, 273–96. Cambridge: Cambridge University Press, 2014.

[iii] Zweig, Stefan. Brasil, um País do Futuro (A. Dines, Prefácio; K. Michahelles, Trad.). Porto Alegre: L&PM, 2013.

[iv] ROCHA, João Cezar de Castro. O paradoxo como método para entender o Brasil. In: Biblioteca entrelivros – retratos do Brasil, Edição especial 8. São Paulo: Duetto, 2009; MARIUTTI, Fabiana. The Placement of country reputation towards place management. Journal of Place Management and Development, vol.10, n. 3, p. 240-253, 2017; MARIUTTI, Fabiana; GIRALDI, Janaina. Country brand personality of Brazil: A hindsight of Aaker’s theory. Place Branding and Public Diplomacy, vol.1, p. 1-14, 2019., 2020.; BUARQUE, Daniel. Brazil is not (perceived as) a serious country: exposing gaps between the external images and the international ambitions of the nation. Brasiliana: Journal for Brazilian Studies, vol. 8, n.1-2, p.285-314, 2019.

[v] Buarque, Daniel. Brazil Is Not (Perceived as) a Serious Country: Exposing Gaps between the External Images and the International Ambitions of the Nation. Brasiliana-Journal for Brazilian Studies, vol.8, n.1-2, 2019, p.285–314.

[vi] Ariely, Dan. Predictably Irrational: The Hidden Forces That Shape Our Decisions. 1st ed. New York, NY: Harper, 2008.

[vii] Para conhecer mais sobre percepções, a questão de racionalidade e estudos de RI comportamental, ver: Jervis, Robert. Perception and misperception in international politics. New Jersey: Princeton University Press, 2017.; Lebow, Richard Ned. A Cultural Theory of International Relations. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.; Mintz, Alex. Why Behavioral IR? International Studies Review, vol.9, n.1, 2007, p.157–62.

[viii] Buarque, Daniel. Brazil Is Not (Perceived as) a Serious Country: Exposing Gaps between the External Images and the International Ambitions of the Nation. Brasiliana-Journal for Brazilian Studies, vol.8, n.1-2, 2019, p.285–314.

[ix] Entrevista concedida a Daniel Buarque em 11 de junho de 2020.

[x] Ricupero, Rubens. A diplomacia na construção do Brasil 1750-2016. Rio de Janeiro: Versal, 2017.

[xi] Pereira de Mello, Rachel. A imagem do Brasil e a Copa do Mundo de 2014. In: 5o Congresso da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação Política, 19. Curitiba, 2013.; Passarinho, Nathalia. Como Copa, Olimpíada e Bolsonaro implodiram imagem do Brasil no exterior. BBC News Brasil, 27 de julho de 2021. https://www.bbc.com/portuguese/brasil-57972980.; BuarquE, Daniel. The Tainted Spotlight – How Crisis Overshadowed Brazil’s Public Diplomacy Bet in Hosting Sports Events and Led to a Downgrade of the Country’s Reputation. Revista Trama, vol. 8, n.3, 2018; Buarque, Daniel. One country, two cups—The international image of Brazil in 1950 and in 2014: A Study of the Reputation and the Identity of Brazil as projected by the international media during the two FIFA World Cups in the country. International Journal of Communication, vol. 9, 2015.

[xii] MARIUTTI, Fabiana. The Placement of country reputation towards place management. Journal of Place Management and Development, vol.10, n.3, p.240-253, 2017; ZENKER, Sebastian; JACOBSEN, Björn. Inter-regional place branding. Cham: Springer International Publishing, 2015; MACHADO, Luis Fernando Corrêa Silva. O desenvolvimento da marca de um país: é possível estimular o reconhecimento internacional de um Brasil tecnológico e inovador? Conjuntura Austral, vol. 12, n.58, 2021, p.63-76.; SUTER, Mariana Bassi; BORINI, Felipe Mendes; FLORIANI, Dinorá Eliete; SILVA, Dirceu da; POLO, Edison. Country-of-origin image (COI) as a country-specific advantage (CSA): Scale development and validation of COI as a resource within the firm perspective. Journal of Business Research, vol. 84, 2018, p. 46-58.

[xiii] MARIUTTI, Fabiana; GIRALDI, Janaina Country brand equity: The role of image and reputation. Brazilian Administration Review, vol. 17 n.3, p.1-24, 2020. p.11.

[xiv] MARIUTTI, Fabiana. The Placement of country reputation towards place management. Journal of Place Management and Development, vol.10, n. 3, p.240-253, 2017.

[xv] MARIUTTI, Fabiana. Fundamentos teóricos sobre marketing de lugar, gestão de marca de lugar e valor de marca de lugar. Comunicação & Mercado, vol. 6, p. 163-184, 2019.; MARIUTTI, Fabiana; GIRALDI, Janaina. Country brand equity: The role of image and reputation. Brazilian Administration Review, vol. 17 n.3, p.1-24, 2020.

[xvi] MARIUTTI, Fabiana; GIRALDI, Janaina. Country brand equity: The role of image and reputation. Brazilian Administration Review, vol. 17 n.3, p.1-24, 2020.  p.19.

[xvii] HANSEN, Anders; MACHIN, David. Media and communication research methods. London: Palgrave MacMillan, 2013.; MARIUTTI, Fabiana; TENCH, Ralph; BUARQUE, Daniel. Good news, bad news, or just news: How UK broadsheets project Brazil. Planejamento e Políticas Públicas – IPEA, vol. 54. 2020.; TENCH, Ralph; WADDINGTON, Stephen. Exploring public relations and management communication. 5ª ed. London: Pearson Education, 2020; WALKER, David. Public relations in local government: strategic approaches to better communication. London: Pitman, 1997.

[xviii] DINNIE, Keith. Nation branding: concepts, issues, practice. 2ª ed. Oxon: Routledge, 2015.

[xix] FILL, Chris. Essentials of marketing communications. Upper Saddle River: Prentice Hall, 2011.

[xx] GHERSETTI, Marina. Still the Same? Journalism Practice, vol.8, n. 4, p. 373-389, 2014, p. 375.

[xxi] CRESWELL, John; CRESWELL, David. Research design: Qualitative, quantitative, and mixed methods approaches. Sage publications, 2017.; HARRISON III, Robert. Using mixed methods designs in the Journal of Business Research 1990-2010. Journal of Business Research, V.66 n.11, p.2153-2162, 2013.

[xxii] GODOY, Arlida Schmidt. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, vol.35, n.2, p.57-63, 1995.

[xxiii] GODOY, Arlida Schmidt. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, vol.35, n.2, p.57-63, 1995, p.22.

[xxiv] FLICK, Uwe. The SAGE handbook of qualitative data analysis. London: Sage, 2013.; MILES, Mattew B.; HUBERMAN, Michael; SALDANA, Johnny. Qualitative data analysis. 3ª ed. Baverly Hills: SAGE Publications Inc., 2014.

[xxv] MORLEY, Michael. How to manage your global reputation: a guide to the dynamics of international public relations. New York: Palgrave, 2002.; JAIN, R.; WINNER, L. Country reputation and performance: the role of public relations and news media. Place Branding and Public Diplomacy, vol.9, n.2, p.109-123, 2013; HANSEN, A.; MACHIN, D. Media and communication research methods. London: Palgrave MacMillan, 2013; MARIUTTI, Fabiana; TENCH, Ralph; BUARQUE, Daniel. Good news, bad news, or just news: How UK broadsheets project Brazil. Planejamento e Políticas Públicas – IPEA, vol. 54. 2020.

[xxvi] MORLEY, Michael. How to manage your global reputation: a guide to the dynamics of international public relations. New York: Palgrave, 2002, p. 213.

[xxvii] FLICK, Uwe. The SAGE handbook of qualitative data analysis. London: Sage, 2013.; MORLEY, Michael. How to manage your global reputation: a guide to the dynamics of international public relations. New York: Palgrave, 2002.; SCHREIER, Margrit. Content analysis, qualitative. In: FLICK, Uwe. The SAGE handbook of qualitative data analysis. London: Sage, 2013. p. 170-183.

[xxviii] HAIR, Joseph; BLACK, Willian; BABIN, Barry.; ANDERSON, Rolph; TATHAM, Ronald. Análise multivariada de dados. Bookman Editora, 2009.

[xxix] HANSEN, Anders; MACHIN, David. Media and communication research methods. London: Palgrave MacMillan, 2013.; MARIUTTI, Fabiana; TENCH, Ralph; BUARQUE, Daniel. Good news, bad news, or just news: How UK broadsheets project Brazil. Planejamento e Políticas Públicas – IPEA, vol. 54, 2020.

[xxx] FLICK, Uwe. The SAGE handbook of qualitative data analysis. London: Sage, 2013.

[xxxi] GODOY, Arlida Schmidt. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, vol.35, n.2, p.57-63, 1995.

2 respostas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

newsletter

Receba as últimas atualizações

Inscreva-se em nossa newsletter

Sem spam, notificações apenas sobre novas atualizações.

Última edição

Categorias

Estamos nas Redes

Populares