Debates entre os candidatos antes do segundo turno
Flávio Bolsonaro, com maioria no Senado e na Câmara, animado pelos apoios recebidos, avançou uma proposta não mencionada até agora. “O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente […]

Flávio Bolsonaro, com maioria no Senado e na Câmara, animado pelos apoios recebidos, avançou uma proposta não mencionada até agora.
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”.
Essa declaração contrasta com o que ocorreu na campanha eleitoral, durante a qual nenhum dos candidatos discutiu qual projeto ou programa para melhorar as condições da economia, da segurança, para combater a corrupção e a violência ou para definir o lugar do Brasil no mundo. Ataques pessoais e decisões do STF foram mais importantes no noticiário das campanhas.
Pressionado pela repercussão da declaração, Flávio Bolsonaro esclareceu que estava se referindo a emendas à Constituição no tocante ao fim da reeleição, a reforma do Judiciário e a questão da maioridade penal.
‘A proposta mencionada de surpresa vai ter de ser explicada. A que reformas constitucionais Flavio Bolsonaro se refere?’
A proposta mencionada de surpresa vai ter de ser explicada. A que reformas constitucionais Flavio Bolsonaro se refere? A uma Assembleia Constituinte? A meio ambiente para atender a agenda da Frente Parlamentar Agrícola na Amazônia. A segurança? A modificação da legislação sobre o funcionamento do STF? O que fazer para redemocratizar o país através de emenda à Constituição?
Será importante que as propostas de emenda à Constituição que vão ser apresentadas sejam explicitadas e debatidas para que, no segundo turno, sejam julgadas pelo voto popular, visto que no primeiro turno nada foi discutido.
‘Os debates na televisão entre os candidatos vão ser muito importantes para reparar a omissão pelo não comparecimento dos dois finalistas nos debates previstos no primeiro turno’
Nesse contexto, os debates na televisão entre os candidatos vão ser muito importantes para reparar a omissão pelo não comparecimento dos dois finalistas nos debates previstos no primeiro turno. Será importante ouvir Lula apresentar suas propostas para equilibrar a economia, reduzir os juros e a inflação, uma das maiores preocupações da população.
O primeiro debate na Bandeirantes, no domingo, 18, será a oportunidade para Lula e Flávio exporem seus principais projetos para o governo que se inicia em 5 de janeiro de 2027. Flávio deverá explicar quais reformas deverá apresentar para democratizar o país.
O debate final na Globo, na véspera da votação no segundo turno, servirá para oferecer aos eleitores uma visão objetiva e direta do que cada um dos candidatos tem a apresentar como propostas concretas de governo para aprovação dos seus apoiadores.
Presidente e fundador do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE). É presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), presidente do Centro de Defesa e Segurança Nacional (Cedesen) e fundador da Revista Interesse Nacional. Foi embaixador do Brasil em Londres (1994–99) e em Washington (1999–04). É autor de Dissenso de Washington (Agir), Panorama Visto de Londres (Aduaneiras), América Latina em Perspectiva (Aduaneiras) e O Brasil voltou? (Pioneira), entre outros.
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