Como demonstrado no ‘Guide to Advertising Technology’ (2018), do Tow Center da Columbia University, são as tecnologias publicitárias que dominam e mandam na Internet. Desse modo, o debate cívico em todos os ambientes das plataformas digitais e nas redes sociais que nelas se formam, é regido também pela lógica das vendas. No entanto, essa não é a única explicação para o processo contínuo de desinformação que o mundo vive – misinformation, disinformation e malinformation, genericamente classificadas como ‘fake news’ – descrito no documento ‘Information disorder: toward an interdisciplinary framework for research and policy making’, da Comissão Europeia, que tem servido de base para o início da regulamentação da ação dos gigantes da tecnologia.
Boatos, lendas urbanas e mentiras espalhadas maliciosamente – inclusive no contexto eleitoral – sempre existiram. Desenho datado de 1894 do pioneiro cartunista americano Frederick Burr Opper, colaborador dos melhores jornais da época, já ilustrava um cidadão segurando um jornal com o termo fake news, r epresentando o alvoroço criado pelos boatos.