Doutor em Ciência Política, professor e pesquisador se debruça no seu artigo em enumerar as dimensões que tornam relevante um grupo político de centro democrático, a tal da ‘terceira via’. “Isso porque seus principais partidos e líderes estão confusos e perdidos nos últimos quatro anos”, diz ele. Entre os erros estão privilegiar a briga pelo poder interno em vez de procurar um caminho unificador e nem sempre delimitar a diferença entre a posição centrista democrática e o Centrão. Há claras dificuldades em construir uma identidade comum e efetivamente distinta do bolsonarismo, trilhando o caminho contrário do lulismo.
Enfim, aconteceu: os chamados “evangélicos” “termo-valise que significa hoje o que quer que queira quem o enuncia, frequentemente autoassertividade, para os de dentro, e ameaça, para os de fora “conquistaram cargos executivos de alta importância na política brasileira. Uma história que se arrastava desde meados dos anos 1980 e que seguiu um script improvisado, cheio de atalhos, muita controvérsia e muitos percalços (derrotas, tentativa e erro e oportunismos flagrados), chegou a um desfecho tão inesperado (visto desde aquele ponto de partida) quanto indesejado para um amplo segmento das elites políticas, sociais e culturais.