O vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal considera que o desmatamento ilegal não se tornou um grave problema nacional repentinamente em 2019, mas resulta de uma sequência de decisões equivocadas, de diferentes governos, que levaram ao enfraquecimento da capacidade fiscalizadora das agências e à falta de alternativas econômicas sustentáveis para a população local. Na sua opinião, essa situação será revertida ao se atacar as causas estruturais que impulsionam a dinâmica predatória de ocupação do território.
Vinte e dois bilhões de reais foi a economia proporcionada em 2019 pelo uso da fixação biológica de nitrogênio em vez de fertilizantes provenientes de combustíveis fósseis na cultura de soja no Brasil. Esse constitui apenas um entre muitos exemplos de como a agricultura tropical brasileira preserva a natureza e reduz impactos sobre o clima ao mesmo tempo em que fornece alimentos de qualidade para o Brasil e para o mundo.
O artigo discute a regularização fundiária na Amazônia, objeto de recente medida provisória. Apresenta as raízes históricas da desordem fundiária atual, desde a federalização das terras pelo Regime Militar em 1971. Em seguida, discute os pontos mais polêmicos do projeto de lei aprovado pelo Congresso, entre os quais os critérios para regularização de terras. Refuta que eles favoreçam a grilagem e a predação do meio ambiente.