Professora da PUC-SP, Dora Kaufman, trabalha os algoritmos de Inteligência Artificial, que na última década vem mediando a vida do cidadão do século XXI. O problema? A análise desse uso intensivo revela inúmeras violações de direitos humanos. Nesse cenário, torna-se crítico o estabelecimento de arcabouços regulatórios que conciliem a inovação contínua da tecnologia com a mitigação de riscos éticos e sociais. Os códigos de conduta baseados em princípios gerais e a auto-regulamentação mostraram-se ineficientes no enfrentamento das externalidades negativas. Ela diz que, no País, o PL 21/2020 não dá conta da complexidade do tema seja do ponto de vista do desenvolvedor ou do usuário.
O desempenho da economia brasileira tem decepcionado nas últimas décadas, ainda mais em comparação com os outros emergentes. Mesmo após o fim da hiperinflação, em 1994, a nossa taxa de crescimento apenas acompanhou a média dos demais países e foi bem inferior à observada em alguns países da América Latina, do sul da Ásia e do Leste Europeu.