Lúcia Aragão, advogada com atuação no mercado de carbono, escreve sobre o que considera importante ferramenta na luta contra as mudanças climáticas, que ainda é penalizada no Brasil pela ausência de regulamentação específica, gerando obstáculo para seu pleno aproveitamento. Esse segmento apresenta enorme potencial tanto no mercado voluntário quanto no regulado. No entanto, a demora na implementação de legislação impede o posicionamento do país como protagonista global na área.
O economista Mário Lewandowski aponta problemas operacionais para quem tenta estruturar fundo de investimentos no Brasil, para capturar e comercializar créditos de carbono associados à agricultura. Informa que todos dizem respeito a como os créditos de carbono são inerentemente ligados à terra e ao seu manejo e como novos formatos são necessários para que haja maior eficiência e atratividade a este tipo de investimento vis-à-vis outros investimentos mais tradicionais. Superando estas questões, o Brasil pode facilmente se tornar um dos principais destinos para os investimentos mundiais de combate às mudanças climáticas sem perder sua vocação agrícola.