militares

Forças armadas e a crise institucional na área de Defesa do Brasil

Julio C. Rodriguez 05 abril 2024

Professor da pós-graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria, RS, Júlio Rodriguez aborda a volta da confiança nas forças armadas, que estaria ligada ao seu retorno aos assuntos da Defesa, distantes, portanto,
da política nacional. Desta forma, diz ele, é urgente que os militares retornem à caserna, porque o contexto internacional que se avizinha dependerá, cada vez mais, de prontidão e capacidade de mobilização para atuarem externamente. As forças armadas devem perceber que a sociedade não apoia o golpismo.

As diferenças das agendas de Bolsonaro e Lula

Thomas Traumann 30 junho 2022

O jornalista e pesquisador relaciona, em seu texto, mesmo consciente de que seria ingênuo tentar inferir o plano de governo dos dois candidatos favoritos, quais são as pistas do que está sendo debatido nas campanhas. “Planos eleitorais, na prática, não foram feitos para serem executados. Tirá-los do papel para a ação depende de circunstâncias políticas e econômicas que muitas vezes estão fora de controle”, destaca.
“O importante não é o indicador x ou y de crescimento do PIB ou número de empregos, mas tentar expor como as duas campanhas entendem o País e como essas visões acarretarão decisões distintas quando os problemas forem enfrentados.”

Cem dias de um governo conturbado

É impossível tipificar o governo Bolsonaro. O discurso errático, muitas vezes beirando o nonsense, prevalente nos primeiros cem dias de mandato, não permite definições específicas para o conjunto, talvez porque não haja mesmo um conjunto. Muitos pronunciamentos e iniciativas alinham-se com uma ideologia identificada com a extrema-direita, de cunho essencialmente nacionalista e populista, mas também passeiam pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, ideais liberalizantes assentados nos princípios da globalização que derrubou as fronteiras comerciais e financeiras a partir da década de 1980.

A privatização do setor de energia elétrica

Jose Luiz Alquéres 04 julho 2018

Devastada ao final da Segunda Guerra Mundial, a Europa abraçou a ideia de que a criação de sociedades de maior bem-estar estaria no socialismo. Partidos de cunho social-democrata, democrata cristão, puramente socialista e comunista ganharam grande proeminência em toda parte com exceção da Península Ibérica, onde regimes autoritários se afirmaram.

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