Os primeiros movimentos do novo governo norte-americano em sua política externa confirmaram expectativas de analistas: uma guinada retórica em relação às más práticas do mandarinato…
Para além dos impactos sanitários, a pandemia da Covid-19 também tem tido impactos econômicos extensos, profundos e sem precedentes. Os desafios da crise de emergência sanitária já estão mapeados, com necessidades de equipamentos médicos e hospitalares, testes, novos leitos, equipes especializadas, dentre outros. Do lado econômico, os desafios emergenciais envolvem recursos de apoio à liquidez das empresas e dos mercados financeiros, apoio para governos locais e para trabalhadores que perderam empregos, apoio para trabalhadores por conta própria cujas rendas contraíram, dentre outros. Esta é a realidade de praticamente todas as regiões afetadas e, também, a da América Latina.
As análises e os estudos das principais organizações internacionais e think tanks sinalizam que a pandemia pode estender-se por um período maior do que o antecipado. A vacina contra a Covid-19 está prometendo tardar para ser comercializada.
A recuperação do Brasil não vai ser rápida, nem o país sairá mais forte, como alguns anunciam. Ela vai depender, em especial, de dois fatores: a forma de como a economia global vai voltar a crescer, o tempo que demorará para voltar a um mínimo de normalidade e, em especial, o grau de preparação interna para as medidas que deverão ser tomadas para criar condições de retomada da atividade econômica.