A política externa brasileira (PEB) do governo Lula enfrenta hoje o dilema da neutralidade entre uma superpotência com sinais de declínio da supremacia (EUA) e outra em ascensão econômica e geopolítica (China). Desafio semelhante viveu o país 80 anos atrás, quando Getúlio Vargas praticou por alguns anos política de equidistância entre os Aliados da 2ª […]
Especializado em temas internacionais, o jornalista escreve sobre a combinação tóxica dos efeitos da pandemia, guerra na Ucrânia e alta de juros, o que ameaça ser uma das mais graves crises econômicas globais em décadas: “Os efeitos sociais desse choque triplo, com o aumento da pobreza e fome, começaram a assombrar vários países. E há risco elevado de que essa deterioração da economia e das condições sociais gere ondas de protestos e até processos de ruptura político-institucional.” A intensidade e a duração dessa crise são incertas e vão depender da evolução de fatores causais em andamento e que se alimentam mutuamente.
Não bastasse a crise doméstica que herdará, o novo ocupante do Palácio do Planalto enfrentará o mais imprevisível e turbulento cenário internacional já encontrado por um líder no Brasil – e no mundo – desde o fim da Segunda Guerra Mundial.