O país vem utilizando sua indústria de defesa como instrumento de inserção internacional, combinando capacidades tecnológicas, diplomacia e projeção de poder
Presidentes do Brasil e dos EUA apresentaram falas antagônicas, mas abriram espaço para diálogo após ‘encontro casual’. Mas é preciso entender que a afirmação Trump de que o Brasil continuará mal, se não se alinhar aos EUA é retrato da Doutrina Monroe ressuscitada para a região e recado contra a aproximação com a China
Presidente do Brasil defendeu maior engajamento da ONU no conflito
O julgamento do ex-presidente ajudará a moldar o curso das relações entre os EUA e o Brasil e influenciará a política interna do Brasil nos próximos anos – a começar pelas eleições presidenciais de 2026. Pode ser uma oportunidade histórica para consolidar a democracia ou iniciar uma nova fase de erosão democrática
Os resultados indicam que há, sim, uma associação entre os votos e a posição ideológica dos partidos. Quanto mais à direita, maior a proporção de votos para a PEC da Blindagem. No campo da extrema-direita, a proporção de votos favoráveis foi de 100%, uma distribuição exatamente inversa entre os partidos de extrema-esquerda, com 100% dos votos contra a medida
A redefinição da ordem global — com o enfraquecimento do multilateralismo, tensões entre grandes potências e uso político de sanções econômicas contra países — foi o ponto de partida da audiência pública promovida nesta terça-feira (23) pela Comissão de Relações Exteriores (CRE). Na avaliação de participantes do debate, o Brasil deve definir um plano estratégico […]
Audiência pública no Senado vai oferecer oportunidade para desafios das transformações na ordem internacional sejam examinados de forma objetiva, sem preocupações partidárias, colocando o Brasil em primeiro lugar
Bolsonaristas instigam redes sugerindo versão brasileira de crise no Nepal que depôs governo e matou primeira-dama
A condenação de Jair Bolsonaro projeta o Brasil como um exemplo de resiliência democrática em um mundo marcado pela ascensão do populismo autoritário. Enquanto na Europa partidos de extrema direita se fortalecem e, nos Estados Unidos, Trump avança na corrosão institucional, o Brasil mostrou que é possível responsabilizar líderes que tentam destruir a democracia “por dentro”
Ao transformar os Brics em palco de uma denúncia existencial contra a ordem vigente, mas empregar uma retórica divisiva quando trata de Gaza, Lula oferece ao mundo um projeto simultaneamente sedutor, impreciso e perigoso. O risco é que o Brasil reforce sua imagem como potência discursiva, mas incapaz de converter prestígio simbólico em influência efetiva. Denunciar injustiças é, sem dúvida, um imperativo moral, mas não se pode abandonar o campo da diplomacia e adentrar perigosamente no território da demagogia