[stock-market-ticker symbols="AAPL;MSFT;GOOG;HPQ;^SPX;^DJI;LSE:BAG" stockExchange="NYSENasdaq" width="100%" palette="financial-light"]

in news

iii-Brasil: Problemas na Amazônia marcam negativamente a imagem do país – ‘O otimismo secou’

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Reportagens sobre a continuidade da crise dos yanomami e sobre seca na região da floresta tropical formam retrato prejudicial para a reputação do Brasil. Segundo jornal, governo se afasta de metas de proteção do ambiente

Por Daniel Buarque e Fabiana Mariutti*

iii-Brasil – de 22 a 28/1 de 2024

Visibilidade: 35 reportagens em 7 veículos analisados

Classificação das notícias:

51% Neutras

26% Negativas

23% Positivas

A publicação de reportagens com tom crítico sobre a situação da Amazônia brasileira ajudou a impulsionar uma imagem negativa do país na imprensa estrangeira ao longo da última semana. Diferentes veículos abordaram a continuidade da crise dos yanomami sob ameaça do garimpo ilegal e os problemas ambientais na região da maior floresta tropical do mundo. Para um jornal internacional, o governo parece não ter mais compromisso com a questão ambiental.

No total, foram registrados na quarta semana de janeiro 35 textos com menção ao Brasil nos sete veículos analisados, volume abaixo da média semanal do Índice de Interesse Internacional (iii-Brasil). A maior proporção dos textos teve tom neutro, atingindo 51% da cobertura sobre o país. As menções negativas foram 26%, e as positivas chegaram a 23%. 

A abordagem mais crítica teve destaque em uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian. “Otimismo seca na Amazônia enquanto Lula se afasta das prioridades climáticas”, diz. “O presidente do Brasil inspirou esperança há um ano, mas a aprovação de uma nova rodovia mostra que ele continua apostando em obras estatais com foco em concreto e petróleo”, crítica.

O jornal avalia a ação ambiental do primeiro ano do governo, o jornal diz que “os esforços para proteger a floresta e a sua população têm sido mistos. Um boletim do primeiro ano de Lula mostraria progressos em comparação com o baixo valor de referência estabelecido pela anterior administração de extrema-direita de Jair Bolsonaro, mas também promessas falhas, fraqueza política e sinais preocupantes de regressão”.

O uso do termo “secar” pela publicação inglesa se alinha a outras reportagens publicadas durante a semana sobre a seca que atingiu a região amazônica. “Mudanças climáticas provocaram seca na Amazônia”, diz reportagem publicada pelo jornal americano The New York Times. “O maior rio e floresta tropical do mundo foram atingidos por temperaturas extremas no ano passado, o que teria sido altamente improvável sem as alterações climáticas, disseram os cientistas”. O tema também teve destaque no português Público: “Sem as alterações climáticas, a atual ‘seca excepcional’ na Amazônia poderia ser apenas uma ‘seca severa’, de acordo com um recente estudo do World Weather Attribution”, diz.

O periódico de Lisboa também também destacou a questão dos yanomami como problema na Amazônia brasileira. “Brasil está a perder a vantagem na batalha para salvar o povo indígena yanomami, que está a morrer com gripe, malária e desnutrição trazidas para sua vasta e isolada reserva na floresta amazónica por garimpeiros ilegais que estão a reaparecer”, diz o jornal.

O tema também recebeu abordagem negativa no espanhol El País: “Um ano depois de o presidente Lula da Silva ter declarado uma emergência humanitária entre a tribo indígena yanomami, a comunidade está atolada numa crise de mortalidade devido à gripe, malária e desnutrição como consequência da exploração do seu território na Amazônia por garimpeiros ilegais”, diz.

Retrospectiva 

Desde o início de abril de 2022, o iii-Brasil coletou e analisou em média 60 reportagens por semana com menções de destaque ao país nos sete veículos de imprensa analisados. 

Ao longo do levantamento, o iii-Brasil registrou em média 50% de reportagens de tom neutro, 30% de menções com tom negativo e 21% de textos positivos sobre o país (a soma ultrapassa 100% por uma questão de arredondamento de valores percentuais). 


*Daniel Buarque é pesquisador no pós-doutorado do Instituto de Relações Internacionais da USP (ISI/USP), doutor em relações internacionais pelo programa de PhD conjunto do King’s College London (KCL) e do IRI/USP. Jornalista, tem mestrado em Brazil in Global Perspective pelo KCL e é autor de livros como Brazil’s international status and recognition as an emerging power: inconsistencies and complexities (Palgrave Macmillan), Brazil, um país do presente (Alameda Editorial) e O Brazil é um país sério? (Pioneira). É editor-executivo do portal Interesse Nacional.

Fabiana Mariutti atua como pesquisadora, professora universitária e consultora; obteve pós-doutorado, doutorado e mestrado em Administração e bacharel em Comunicação Social. Estuda a imagem, reputação e marca Brasil desde 2010. Interesse nas áreas de Place Branding e Public Diplomacy. Nomeada Who is Who pelo The Place Brand Observer. Autora dos livros: “Country Reputation: The Case of Brazil in the United Kingdom: Four Stakeholders’ Perspectives on Brazil’s Brand Image(2017) e Country Brand Identity: Communication of the Brazil Brand in the United States of America (2013).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

newsletter

Receba as últimas atualizações

Inscreva-se em nossa newsletter

Sem spam, notificações apenas sobre novas atualizações.

Última edição

Categorias

Estamos nas Redes

Populares