O setor agropecuário brasileiro apresentou um excelente desempenho no primeiro ano do governo, superando mais um ano de adversidades climáticas, instabilidade geopolítica e incertezas em relação às prioridades do novo presidente. O principal desafio para 2024 é manter a competitividade do setor
O sociólogo José de Souza Martins reflete neste artigo sobre a fome no Brasil. “Chegamos a uma fase da história econômica e social brasileira em que o problema já não é propriamente a pobreza, mas a miséria e nem mesmo só a miséria, mas a fome”, pontua ao destacar os cerca de 117 milhões de pessoas que estão em algum grau de insegurança alimentar, ou famintos, o que representa mais da metade da população do País. Como se não bastasse esse drama em si, o autor prevê agravamento da situação: “As multidões de moradores de rua, habitantes de cafofos de papelão ou de barracos de amontoados de detritos, indicam outro atravessamento da linha da demarcação social. A favela já não é o limite”.
Analisar o recente processo democrático no Brasil sob a ótica da agricultura nacional representa um grande desafio, e uma excelente oportunidade. O desafio advém de que, nos últimos 30 anos, enquanto nosso sistema democrático se consolidava, a agropecuária passava por profundas transformações, alterando seu patamar produtivo, deixando para trás o atraso oligárquico para assumir a dianteira da modernidade capitalista.