A secretária do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, e o filósofo, Renato Janine Ribeiro, destacam no artigo a quatro mãos que a realização da pauta “digital” na área pública não consiste simplesmente na inovação dessa ou daquela tecnologia tal como está sendo orientada pelas atuais — e dominantes — forças políticas e econômicas transnacionais. Ressaltam o papel crítico e capaz de produzir transformação do que entendemos como “saúde digital” de forma que essa ideia se manifeste por meio de projeto técnico, político, econômico, social, cultural e ético.
Na noite de 14 de abril de 1912, naufragou o “inafundável” Titanic, causando a morte de 1.514 pessoas. Apesar de trágico, trouxe alguns benefícios significativos. Não há mais navios cujos barcos salva-vidas apenas cheguem para um terço dos que embarcaram. Os treinamentos foram aperfeiçoados. A engenharia naval foi sacudida, e a legislação marítima foi reescrita.
Presidente da Conexis Brasil Digital explica aqui a nova gama de possiblidades com a chegada do 5G e aponta que o maior empecilho para a expansão da conectividade no País é a carga tributária elevada. “Estar na elite tecnológica tem um preço. Um alto preço. E o caminho para embarcar soluções de última geração é longo e árduo. Para atender às demandas de infraestrutura e instalação do 5G, os investimentos do setor de Telecom precisarão se manter elevados. O segmento é historicamente um dos maiores investidores do País, com média superior a R$ 30 bilhões por ano. Se por um lado ficou evidente – sobretudo durante a pandemia – que a conectividade é o insumo básico para o bom funcionamento de todas as cadeias produtivas, por outro, há importantes entraves a serem superados.”