Economista pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre pela Universidade de Yale e doutor pela Universidade Vanderbilt, ambas nos EUA. Pesquisador em Educação
O presente ensaio é a versão escrita de uma longa conversa em que participaram o presente autor e quatro educadores. Ao discutir os temas, não tivemos revelações inéditas, mas registramos fortes congruências nas percepções do grupo. Não percebemos clima para grandiosas reformas. Daí propormos uma “acupuntura educativa”, sugerindo intervenções cirúrgicas e com algum potencial de […]
O economista Claudio de Moura Castro trata do grave problema do desmatamento no Brasil, que leva à redução das chuvas, do volume de água dos rios e ao aquecimento do ar. Sendo assim, os vários atores da sociedade devem tomar a tarefa de frear tais desastres. Ele pontua que o Estado não dispõe dos recursos necessários para tal. Mas a sociedade pode se mobilizar. Precisamos desmatar mais? Na verdade, estima-se que o país tenha 18% de sua superfície composta de terras agriculturáveis, sem contabilizar as áreas cobertas por florestas. Apenas 7% são utilizadas. Com essa abundância, a produção agrícola pode triplicar, sem que se corte uma só árvore.
Na noite de 14 de abril de 1912, naufragou o “inafundável” Titanic, causando a morte de 1.514 pessoas. Apesar de trágico, trouxe alguns benefícios significativos. Não há mais navios cujos barcos salva-vidas apenas cheguem para um terço dos que embarcaram. Os treinamentos foram aperfeiçoados. A engenharia naval foi sacudida, e a legislação marítima foi reescrita.
É seguro dizer que não volta tudo a ser como era, embora não seja fácil antecipar o que será abandonado e o que se incorpora ao cotidiano. Antecipando o que diremos adiante, a pandemia romperá o mais atávico tabu na educação: a introdução de modernas tecnologias nas salas de aula do ciclo acadêmico – uma barreira em quase todos os países.
Maybury-Lewis meteu-se no Araguaia para estudar os Xavantes. Levi-Strauss, além dos índios, descreveu os intelectuais de São Paulo. Agora é a vez de um intelectual de São Paulo ir à Corte e perpetrar um livro com suas impressões.
Em 2011, o governo brasileiro anunciou o lançamento do programa Ciência Sem Fronteiras (CSF), que, ao longo de quatro anos, prevê a concessão de cerca de 100 mil bolsas de estudos para alunos brasileiros de graduação e pós-graduação, técnicos e professores. Aproximadamente 75 mil benefícios serão proporcionados pelo governo e mais 26 mil por parte de empresas privadas.
O artigo discute o poder dos diferentes atores envolvidos na educação, no Brasil. Segundo os autores, o mec é poderoso pela via dos fundos e das avaliações. E os piores exemplos de clientelismo estão nos municípios menores. Nos municípios pequenos, o poder do diretor é menor, pois depende diretamente do secretário e do prefeito. A grande transformação recente é a presença de outros grupos da sociedade civil. O empresariado inovou em muitas linhas de atuação direta nas escolas públicas. Também a imprensa passou a se preocupar com os reais problemas da educação e menos com o piolho nas escolas.
O artigo examina o impacto no Brasil de um estudo da McKinsey sobre educação básica. Trata-se de uma primorosa revisão, mas que pode criar a visão fatalista de que, sem professores com nível de formação “finlandês”, jamais poderemos ter uma educação de qualidade. Essa leitura equivocada está prevalecendo entre nós. Este artigo destrincha o estudo da Mckisey e mostra como no Brasil há muito o que fazer para melhorar a educação mesmo com os professores que temos.
O tema da mundialização é recorrente na imprensa atual. Desperta paixões, iras e até mesmo tédio, pela repetição das mesmas idéias. Há boas razões para crer que vivemos uma onda de globalização, gostemos ou não. Não é a primeira e, provavelmente, não será a última.