Os diplomatas Michel Arslanian Neto e Kassius Diniz Pontes escrevem sobre as três décadas de existência do Mercosul. Desde a sua criação, o agrupamento desempenha papel de dinamização econômico-comercial contribuindo para assentar a democracia no subcontinente. Em seus 30 anos, o intercâmbio comercial intrabloco multiplicou-se por 12. Um avanço recente é a promissora conclusão do acordo Mercosul-Singapura, em fase de revisão jurídica. Trata-se do primeiro acordo de livre comércio do bloco com um dos maiores entrepostos comerciais e de investimentos do planeta. Singapura é o 6º destino das exportações brasileiras.
O Tratado de Assunção, que criou o Mercosul – assinado em 26 de março de 1991 entre a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – comemora 30 anos neste ano. Como mecanismo de abertura de mercado e liberalização de comércio, o Mercosul está hoje paralisado e tornou-se irrelevante do ponto de vista comercial, representando apenas 6,2% do intercâmbio total do Brasil, depois de ter subido a quase 16% do comércio exterior total.
Há décadas, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro cresce a taxas relativamente baixas, indicando a existência de impedimentos estruturais ao crescimento econômico. O objetivo principal do governo Bolsonaro tem sido enfrentar essas fragilidades, permitindo que o país ingresse em uma trajetória de crescimento sustentado e atinja seu pleno potencial econômico e social.