As grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs, vêm promovendo revoluções em vários campos. Google, Apple, Meta (Facebook), Amazon e Microsoft são algumas das empresas que dominam o mercado global e transformaram, de maneira definitiva, os padrões de consumo, comunicação, as práticas de trabalho e de acesso à informação, entre muitas outras. Ao mesmo […]
Professora da PUC-SP, Dora Kaufman, trabalha os algoritmos de Inteligência Artificial, que na última década vem mediando a vida do cidadão do século XXI. O problema? A análise desse uso intensivo revela inúmeras violações de direitos humanos. Nesse cenário, torna-se crítico o estabelecimento de arcabouços regulatórios que conciliem a inovação contínua da tecnologia com a mitigação de riscos éticos e sociais. Os códigos de conduta baseados em princípios gerais e a auto-regulamentação mostraram-se ineficientes no enfrentamento das externalidades negativas. Ela diz que, no País, o PL 21/2020 não dá conta da complexidade do tema seja do ponto de vista do desenvolvedor ou do usuário.
Embaixador e presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior discorre neste artigo sobre o fato de o mundo atravessar momento de grandes transformações na área política, econômica e social. “A geopolítica e a geoeconomia foram se modificando na última década e vão passar ainda por uma série de ajustes, depois da saída dos EUA do Afeganistão”, pondera para acrescentar que, sem esgotar o assunto e de maneira sumária, cabe mencionar alguns dos aspectos do novo cenário internacional, entre os quais estão o lugar no mundo dos EUA e da China, o acirramento da disputa entre ambos, e o redesenho do mapa geopolítico da Ásia. Avanços tecnológicos e da desigualdade, meio ambiente, multipolaridade e o lugar do Brasil no mundo também estão nessa pauta global.
Dentre os diversos protagonismos que o Brasil vem perdendo nos últimos anos está também o protagonismo na área de governança da tecnologia. Essa perda é especialmente lamentável porque a tecnologia tornou-se central para as relações internacionais. Temas como inteligência artificial, internet das coisas, criptomoedas, cibersegurança ou 5G, que até recentemente eram discutidos principalmente por setores ligados à tecnologia, passam agora a fazer parte integral da diplomacia, dos organismos internacionais e das relações entre os países.
Os autores comentam, em linhas gerais, a criação do Centro de Inteligência Artificial na USP, parceria com a IBM e a Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPESP), como resultado de processo cuidadoso de planejamento; refletem e mostram o valor da iniciativa como suporte à pesquisa em Inteligência Artificial no Brasil, que já conta em 2020, de forma virtual, com a participação de várias instituições e dezenas de pesquisadores associados.