Relações Exteriores

As diferenças das agendas de Bolsonaro e Lula

Thomas Traumann 30 junho 2022

O jornalista e pesquisador relaciona, em seu texto, mesmo consciente de que seria ingênuo tentar inferir o plano de governo dos dois candidatos favoritos, quais são as pistas do que está sendo debatido nas campanhas. “Planos eleitorais, na prática, não foram feitos para serem executados. Tirá-los do papel para a ação depende de circunstâncias políticas e econômicas que muitas vezes estão fora de controle”, destaca.
“O importante não é o indicador x ou y de crescimento do PIB ou número de empregos, mas tentar expor como as duas campanhas entendem o País e como essas visões acarretarão decisões distintas quando os problemas forem enfrentados.”

Conservadores e liberais

Ideias orientam ações que tanto podem conduzir ao bem coletivo, por mais variadas que sejam as suas significações, quanto podem conduzir à anomia social e, em casos mais graves, a crises institucionais. Decisões políticas estão baseadas em ideias, por mais variáveis que essas sejam. O quadro de ideias que tínhamos até esta última eleição era amplamente dominado pela esquerda, seja em sua vertente dita socialdemocrata, seja em sua vertente petista, que remonta à experiência comunista do século XX, de cunho revolucionário, embora o PT tenha oscilado em assumir explicitamente esta tradição.

Evolução do marxismo e involução da democracia

As mudanças políticas recentes nos EUA, na Europa e na América Latina têm colocado em cheque os sistemas representativos e as relações exteriores, forçando algumas revisões para o século 21. Quais fatores influenciarão o diálogo político nesse início de século? Ressalto dois fatores importantes que afetarão a base da nossa discussão política: a evolução do marxismo e a involução da democracia.

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