Número 74

Ano 19 / Jul - Set 26

Download PDF

Apresentação

A profunda transformação da economia internacional impõe ao Brasil a formulação de uma Política Nacional de Segurança Econômica. Nas últimas décadas, esse tema ganhou dimensão estruturante, porque riscos geopolíticos, disrupções logísticas, vulnerabilidades tecnológicas e ameaças cibernéticas passaram a afetar diretamente a estabilidade e a capacidade de decisão dos países. Esse assunto é tema na atual edição da Revista Interesse Nacional. O problema brasileiro não é a inexistência absoluta de instrumentos, mas a ausência de coordenação estratégica e de governança permanente para identificar dependências críticas.

A transição energética e o avanço das tecnologias digitais dão centralidade aos minerais críticos e estratégicos. Esse movimento desloca parte relevante da disputa industrial para cadeias minerais de alta tecnologia e abre espaço para uma estratégia apoiada em condições geológicas e energéticas como defendem articulistas na edição. O sucesso da estratégia depende da coordenação entre setor público, iniciativa privada, instituições de ciência, bancos de fomento e agentes capazes de financiar projetos de longo prazo.

No cenário de ano eleitoral, a desconfiança generalizada da população em relação à política é apontada na edição como o fato político mais importante do Brasil. Não se trata apenas de polarização. Os escândalos se acumulam nas manchetes e o país discute de tudo: Supremo, Congresso, inflação, Pix, facções e tarifas americanas. Por trás desse barulho cresce a pergunta que atravessa todas as classes: depois de tantos anos de confronto, quem consegue entregar alguma coisa?

O recente acordo entre o Brasil e a União Europeia é avaliado na edição como desinteressante ao Brasil, por atender mais às demandas do agronegócio e dos europeus, assim como também é interpretado, por outro articulista, como abrangente, pois cria oportunidades significativas de comércio e investimento entre as duas regiões.

O Supremo volta a ser assunto. O número crescente de conflitos alicerçadores da vida nacional, submetidos ao juízo de conformação do STF nas últimas décadas, deslocou para a Corte parcela substancial da responsabilidade prática quanto à gestão do pacto jurídico-político-institucional da República sob o texto constitucional de 1988. Algo que, como pontuam os autores do artigo, pede reconsiderações.

Boa leitura, os Editores.

No related posts found.

Número 74

Número 73

Número 72

Número 71

Número 70

Cadastre-se para receber nossa Newsletter