Como todo início de novo governo, o ano de 2023 foi marcado por novas políticas e debates diversos: margem equatorial; renovação de concessões; apagão; Programa Gás para Empregar; PL combustível do futuro; preço dos combustíveis; o papel das energias renováveis; geração térmica e outros
O economista Mário Lewandowski aponta problemas operacionais para quem tenta estruturar fundo de investimentos no Brasil, para capturar e comercializar créditos de carbono associados à agricultura. Informa que todos dizem respeito a como os créditos de carbono são inerentemente ligados à terra e ao seu manejo e como novos formatos são necessários para que haja maior eficiência e atratividade a este tipo de investimento vis-à-vis outros investimentos mais tradicionais. Superando estas questões, o Brasil pode facilmente se tornar um dos principais destinos para os investimentos mundiais de combate às mudanças climáticas sem perder sua vocação agrícola.
Professor e economista, Ronaldo Seroa da Motta, resume neste artigo a regulamentação de instrumentos aprovada na COP26, de Glasgow. Apresenta, ainda, os pontos controversos e como foram equacionados, além de abordar as decisões relativas a questões de atividades, metodologia e governança de cada instrumento. No final, recomenda a criação de uma governança interna para a participação do Brasil no comércio dos instrumentos de mercado do Artigo 6, e pondera que “a concessão de ajustes para fins comerciais não pode comprometer a capacidade de cumprimento das normas do país vendedor de créditos nem os resultados de mitigação”.