Um mundo em guerra é terrível, mas a “Pax Chinesa” é também controversa. Futuramente possivelmente precisaremos muito novamente da ONU fazendo seu tradicional papel de mediadora de conflitos como terceira parte, negociações de paz e monitoramento pós-conflitos
Em 7 de março, Donald Trump reuniu 12 líderes americanos no Trump National Doral, em Miami, para lançar oficialmente o chamado “Escudo das Américas” — uma nova coalizão de segurança hemisférica que promete transformar a arquitetura de defesa do continente. Entre os presentes estavam os presidentes de Argentina, El Salvador, Equador, Panamá, Paraguai, Costa Rica, […]
No episódio desta semana, o embaixador Rubens Barbosa comenta os últimos acontecimentos da guerra entre Irã e EUA, além de protestos nos EUA, também comenta sobre as consequências para o Brasil dos preços permanecerem altos por tanto tempo.
O meu país de origem, a Ilha Maurício, alberga uma base militar americana em parte do seu território, o Arquipélago dos Chagos, localizado no Oceano Índico. Foi a partir desta base que algumas operações militares contra o Afeganistão e o Iraque, no início dos anos 2000, foram lançadas. A base é operada desde o final […]
A atual guerra no Irã funciona menos como “capítulo final” de um conflito regional e mais como gatilho de uma reconfiguração profunda da arquitetura de poder construída desde 1945, centrada na aliança transatlântica e no papel dos Estados Unidos como garantidor de segurança e de liquidez em dólares para o sistema energético global. A recusa […]
O assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, em recente entrevista expressa sua opinião sobre o posicionamento do Brasil no cenário global da atualidade. Algumas de suas percepções são corretas quando defende, sem preconceitos, o interesse nacional: Outras, porém, continuam impregnadas de conteúdo ideológico e com falta de realismo e pragmatismo, […]
Neste episódio a professora e diretora do Instituto Igarapé Laura Waisbich fala sobre o novos rumos do mundo sob a turbulência dos tempos atuais. Ao contrário do que se pode argumentar, a professora tem uma visão positiva para o momento e destaca o papel das potências em ascensão, dos países em desenvolvimento e do sul […]
A atual diplomacia dos EUA com o Irã pode ser caracterizada como uma extensão de um modus operandi imperial, refletindo um padrão no qual os acordos servem como pontos de alavancagem, condicionados ao cumprimento integral e descartados quando interesses primordiais exigem uma escalada
A abundância de recursos naturais e a liderança agroalimentar, longe de serem apenas ativos de influência, podem transformar o Brasil em um alvo de disputa ou coerção pelas grandes potências eurasianas e pela superpotência norte-americana. Na ausência de capacidades militares compatíveis com sua extensão territorial e econômica, o país corre o risco de ser reduzido a um objeto da política externa alheia, em vez de sujeito
Em um cenário de rivalidade entre potências, ressalta-se a importância do Direito Internacional como base da ordem global, destacando a contribuição brasileira e o legado de Antônio Cançado Trindade na humanização do jus gentium. A estabilidade duradoura depende da justiça, da dignidade humana e da cooperação entre nações, acima da lógica da força.