Neste episódio os professores da ESPM Guther Rudzit e Leonardo Trevisan falam sobre os rumos do mundo pós 3º choque do petróleo. Mais além, os professores trazem uma visão do comportamento mundial atual e como a geopolítica deve se comportar ao longo dos próximos anos, pensando em mundo, Estados Unidos, China e oriente, Europa e, […]
A guerra no Oriente Médio abriu um precedente inédito e alarmante ao transformar plantas de dessalinização em alvos militares estratégicos. Em uma região onde milhões de pessoas dependem quase integralmente da água dessalinizada para sobreviver, ataques contra essa infraestrutura expõem a fragilidade hídrica do Golfo Pérsico, ampliam o risco de colapso humanitário e colocam em xeque a capacidade do direito internacional de proteger serviços essenciais em cenários de conflito
O mundo pode estar ingressando num período de retrocessos nas principais conquistas obtidas desde a implosão do “modo socialista de produção” nos anos finais do século XX. O Brasil precisa refletir sobre suas interações com os principais atores das relações internacionais, econômicas e políticas, e talvez reforçar os vínculos entre potências médias como forma de se precaver contra o unilateralismo agressivo das grandes potências mundiais
Por Vitor Stuart Gabriel de Pieri e Ricardo Luigi* Uma leitura sobre os conflitos atuais tem ganhado força entre analistas de geopolítica: a de que a guerra na Ucrânia e as tensões no Oriente Médio e no Leste Asiático não são episódios isolados, mas partes de uma mesma transformação estrutural do sistema internacional. Em vez […]
A ONU não foi desenhada para constranger decisivamente as grandes potências em questões de segurança vital, mas para evitar que seus conflitos escalassem para guerras sistêmicas, e o discurso de que ela é inútil não é neutro e tende a reforçar narrativas que deslegitimam o multilateralismo e privilegiam uma visão do sistema internacional baseada exclusivamente na força
As lições iniciais da Guerra do Golfo III apontam para uma transformação estrutural cujo eixo central é a energia. Se 1973 levou à construção de mecanismos de estabilização e 2001 à busca por autonomia, o momento atual revela um cenário distinto: um sistema em que tais instrumentos mostram limites claros. A segurança energética deixa de ser um problema passível de coordenação centralizada e passa a refletir a fragmentação do sistema internacional
Entre a escalada militar liderada por Donald Trump, o impasse sobre o programa nuclear iraniano e as rivalidades históricas do Oriente Médio, expõem-se os limites de soluções baseadas na força e os riscos de uma desestabilização global, em meio às contradições estratégicas de atores como J. D. Vance e Benjamin Netanyahu
O Estreito de Ormuz ocupa uma posição geopolítica central. Por ele transita uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo, combustíveis e fertilizantes. Logo, qualquer ameaça à navegação tem repercussões imediatas em escala global, como o mundo inteiro vem acompanhando. Por isso, o direito internacional estabelece limites claros quanto ao que pode ou não ser […]
Um mundo em guerra é terrível, mas a “Pax Chinesa” é também controversa. Futuramente possivelmente precisaremos muito novamente da ONU fazendo seu tradicional papel de mediadora de conflitos como terceira parte, negociações de paz e monitoramento pós-conflitos
Em 7 de março, Donald Trump reuniu 12 líderes americanos no Trump National Doral, em Miami, para lançar oficialmente o chamado “Escudo das Américas” — uma nova coalizão de segurança hemisférica que promete transformar a arquitetura de defesa do continente. Entre os presentes estavam os presidentes de Argentina, El Salvador, Equador, Panamá, Paraguai, Costa Rica, […]