O Brasil e o mundo pós-ocidental

Fausto Godoy 03 abril 2025

Concomitantemente, as crises não param de se multiplicar pelo mundo afora, tanto nos chamados “Ocidente central” e “Sul global”, sinalizando que as hierarquias e o modelo westfaliano dos Estados nacionais, com os quais convivemos ao longo destes últimos quatro séculos, estão cedendo espaço para um mundo muito mais complexo, onde as relações e as alianças se constroem seguindo padrões e interesses multipolares, e não mais “nacionais”

Nova ordem internacional é marcada por fim da previsibilidade e retorno das esferas de influência

The Conversation 02 abril 2025

A consolidação do eixo Trump-Putin representa o abandono da previsibilidade diplomática dos Estados Unidos e sua substituição por uma política externa baseada na imposição e força, onde soberanias são tratadas como ativos negociáveis.

A oportunidade de protagonismo brasileiro e a recuperação do espírito de Bretton Woods

Jornal da USP 20 março 2025

O Brasil não pode aceitar de forma passiva o desmonte destes organismos multilaterais. A liderança brasileira precisa ter protagonismo para ajudar a inverter a situação e recuperar o espírito de Bretton Woods

A ordem liberal em colapso?

A ascensão de um novo governo Trump e a consolidação de lideranças nacionalistas ao redor do mundo sinalizam um período de instabilidade na política internacional. Para o Brasil, esse cenário apresenta tanto riscos quanto oportunidades

Vácuo de poder dos EUA é oportunidade para Brasil se tornar potência no Hemisfério Sul

The Conversation 17 março 2025

Historicamente, a América Latina foi tratada pelos EUA como uma extensão de sua esfera de influência, sujeita a intervenções econômicas e políticas conforme os interesses de Washington. No entanto, a fragmentação da ordem internacional e a ascensão de novas potências mudaram, ainda que pouco, esse paradigma. Como maior economia da região, o Brasil tem capacidade e obrigação de estruturar uma nova arquitetura de poder baseada na autonomia regional e no pragmatismo diplomático

Ação de Trump na Ucrânia traz mais insegurança e incerteza para o mundo

The Conversation 13 março 2025

Por Glauco Arbix* Há três anos, Vladimir Putin invadia a Ucrânia em uma nova ofensiva desde a invasão da Crimeia em 2014. Os planos do presidente russo previam que uma fulminante vitória se daria em dias. E poucos analistas internacionais ousaram contestar essa previsão, dada a disparidade de força entre os dois países. Mas a […]

Países americanos elegem ministro do Suriname para chefiar a OEA

Agência Brasil 11 março 2025

Apoiado pelo Brasil e por outros países, Albert Ramdin substitui o uruguaio Luís Almagro que, entre 2015 e 2025, ocupou o principal posto da OEA, não podendo mais concorreu a outra reeleição.

Há um Brics no meio do caminho da COP30? 

Em um contexto geopolítico desafiador ao multilateralismo, o Brics é um foro absolutamente necessário para o sucesso da COP30, e o Brasil tem que usar de seu capital diplomático para criar pontes e consensos, e sentar-se em todas as mesas destravar impasses e impedir retrocessos e desmontes

Mais do que a paz, o que se está discutindo é a rendição da Ucrânia, diz especialista

Jornal da Unesp 06 março 2025

Estratégia de guerra de atrito adotada pela Rússia contribuiu para que conflito se arraste sem vencedor aparente. Para Hector Saint-Pierre, Putin não deve abrir espaço para que demais nações europeias participem das negociações, e interesses mais amplos de russos e norte-americanos podem influenciar eventual acordo.

Governo brasileiro morde a isca

Rubens Barbosa 28 fevereiro 2025

Envolvimento desnecessário do Itamaraty nas discussões entre a administração de Donald Trump e o STF pode se revelar um erro e deixar o Brasil sem capacidade de reação a pressões dos EUA 

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