As repercussões e consequências dos ataques que mataram mais de 60 pessoas no Irã, incluindo o líder supremo do país Ali Khamenei, ainda estão longe de serem mensuradas. Mas as reações de repúdio e preocupação com a escalada de violência que as operações de guerra estadunidenses e israelenses – somadas às retaliações já iniciadas pelo Irã – provocaram no Oeste da Ásia já se espalham mundo afora. Juridicamente, há pelo menos três justificativas para o ataque que não se sustentam. São elas que o professor de Direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e especialista em legislação internacional Nitish Monebhurrun elenca no artigo abaixo:
A invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada em fevereiro de 2022, completa quatro anos esta semana. Assim que o território ucraniano foi violado por tropas russas, prevaleceu na Europa um sentimento de euforia política em relação à rápida integração da Ucrânia às estruturas ocidentais, sobretudo, a União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do […]
O tratado New START, o último acordo que limitava o número de armas nucleares da Rússia e dos EUA, expirou no último dia 4 de fevereiro de 2026. Também não há negociações para prorrogar os termos do tratado. Como o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou de forma desdenhosa em uma entrevista recente, “se ele […]
A hipótese de uma invasão da Groenlândia por parte dos EUA, direta ou disfarçada sob o argumento de “segurança estratégica”, é diplomaticamente indefensável e irracional. Caso venha a concretizar-se, conformará um dos maiores erros geopolíticos do mundo contemporâneo, comparável apenas às decisões tomadas pela Alemanha ao invadir a Polônia, em 1939, que precipitaram a eclosão […]
Nos últimos dois anos, as reverberações destrutivas foram sentidas em todo o Oriente Médio, à medida que as forças israelenses buscavam afirmar seu domínio unilateral e hegemônico. Além de Gaza, Israel se envolveu em ataques militares em toda a região, causando milhares de mortes e destruição generalizada e semeando as sementes da divisão.
Proposta de um plano de paz para Gaza e tentativa de Trump de ganhar o apoio das Forças Armadas contra um inimigo interno aumentarão a polarização e a radicalização na sociedade norte-americana
Presidente do Brasil defendeu maior engajamento da ONU no conflito
O forte reforço militar americano no Caribe eleva as possibilidades de um outro cenário, ainda mais preocupante, para o regime bolivariano: um conflito assimétrico – por mais difícil que seja, no momento, imaginar tal cenário.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas, que compila esses dados, acusa Israel de “se envolver no esforço mais mortal e deliberado para matar e silenciar jornalistas” que a organização sem fins lucrativos sediada nos EUA já viu
Reocupar Gaza pode parecer, para parte da liderança israelense, a solução mais direta para neutralizar ameaças imediatas. Mas, estrategicamente, corre o risco de se tornar um jogo de soma negativa: aprofundar a catástrofe humanitária, consolidar um ciclo de resistência e acelerar o isolamento diplomático