No episódio desta semana, o embaixador Rubens Barbosa comenta os últimos acontecimentos da guerra entre Irã e EUA, além de protestos nos EUA, também comenta sobre as consequências para o Brasil dos preços permanecerem altos por tanto tempo.
Semanas após o Irã ser atacado numa clara violação do direito internacional, o BRICS permanece em silêncio. Essa falta de posicionamento enquanto grupo é ainda mais significativa pelo Irã ser Estado-membro do Brics desde 2023. No ano passado, durante a Guerra dos Doze Dias, o grupo emitiu uma declaração em que criticava os ataques de […]
A atual guerra no Irã funciona menos como “capítulo final” de um conflito regional e mais como gatilho de uma reconfiguração profunda da arquitetura de poder construída desde 1945, centrada na aliança transatlântica e no papel dos Estados Unidos como garantidor de segurança e de liquidez em dólares para o sistema energético global. A recusa […]
A recusa do governo brasileiro em conceder o visto para a viagem planejada de Darren Beattie expõe a natureza delicada das relações atuais entre os EUA e o Brasil, dois países politicamente polarizados com históricos recentes de retrocesso democrático e cujos movimentos populistas de direita estão intimamente interligados
De forma geral, as ambiciosas diretrizes de política externa dos governos Geisel e Figueiredo, conduzidas operacionalmente pelos chanceleres Azeredo da Silveira e Saraiva Guerreiro, com o concurso conceitual e prático de brilhantes diplomatas, expressam a consistência e a continuidade de padrões de excelência aperfeiçoados ao longo de décadas nessa área estratégica para o desenvolvimento nacional, numa linha apartidária e pragmática que deita raízes nos ensinamentos e doutrinas de grandes representantes e pensadores das relações internacionais do Brasil
A abundância de recursos naturais e a liderança agroalimentar, longe de serem apenas ativos de influência, podem transformar o Brasil em um alvo de disputa ou coerção pelas grandes potências eurasianas e pela superpotência norte-americana. Na ausência de capacidades militares compatíveis com sua extensão territorial e econômica, o país corre o risco de ser reduzido a um objeto da política externa alheia, em vez de sujeito
Em um cenário de rivalidade entre potências, ressalta-se a importância do Direito Internacional como base da ordem global, destacando a contribuição brasileira e o legado de Antônio Cançado Trindade na humanização do jus gentium. A estabilidade duradoura depende da justiça, da dignidade humana e da cooperação entre nações, acima da lógica da força.
Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, muitos analistas apostaram que o país seria isolado pelo “Ocidente”. Mas China, Índia, Brasil e vários outros Estados não aderiram às sanções. Pelo contrário: aumentaram o comércio com Moscou, negociaram em moedas alternativas e reforçaram fóruns como o BRICS. Diversos analistas descrevem o momento atual como uma […]
Entre o luto das potências ocidentais e o otimismo do Sul Global, a transição para um mundo multipolar revela mais pluralidade do que declínio: a autonomia ganha força com o não-alinhamento ativo, e a cooperação se reinventa, indicando que o multilateralismo não acabou, apenas se transformou em um cenário mais fragmentado e pragmático.
A arquitetura da segurança hemisférica nas Américas atravessa um período de reconfiguração radical. Entre 2025 e 2026, Washington realizou uma transição do paradigma de cooperação policial transnacional para uma abordagem de securitização agressiva e unilateral. Essa tendência consolidou-se após o governo dos Estados Unidos designar oficialmente diversos cartéis mexicanos e o grupo venezuelano Tren de […]