A entrevista com o embaixador Rubens Barbosa no Roda Viva, transmitida em 13 de abril de 2026, traz uma análise contundente sobre a transição do sistema global e os riscos específicos para o Brasil. A mensagem central é que o mundo mudou de um modelo de “cooperação” para um de “competição agressiva”, e o Brasil […]
País não pode escolher o mundo em que viverá, mas pode escolher o grau de preparo com que o enfrentará. Permanecer como está é aceitar que cada crise internacional produza, aqui, efeitos mais intensos do que deveria
Em 7 de março, Donald Trump reuniu 12 líderes americanos no Trump National Doral, em Miami, para lançar oficialmente o chamado “Escudo das Américas” — uma nova coalizão de segurança hemisférica que promete transformar a arquitetura de defesa do continente. Entre os presentes estavam os presidentes de Argentina, El Salvador, Equador, Panamá, Paraguai, Costa Rica, […]
No episódio desta semana, o embaixador Rubens Barbosa comenta os últimos acontecimentos da guerra entre Irã e EUA, além de protestos nos EUA, também comenta sobre as consequências para o Brasil dos preços permanecerem altos por tanto tempo.
Semanas após o Irã ser atacado numa clara violação do direito internacional, o BRICS permanece em silêncio. Essa falta de posicionamento enquanto grupo é ainda mais significativa pelo Irã ser Estado-membro do Brics desde 2023. No ano passado, durante a Guerra dos Doze Dias, o grupo emitiu uma declaração em que criticava os ataques de […]
A atual guerra no Irã funciona menos como “capítulo final” de um conflito regional e mais como gatilho de uma reconfiguração profunda da arquitetura de poder construída desde 1945, centrada na aliança transatlântica e no papel dos Estados Unidos como garantidor de segurança e de liquidez em dólares para o sistema energético global. A recusa […]
A recusa do governo brasileiro em conceder o visto para a viagem planejada de Darren Beattie expõe a natureza delicada das relações atuais entre os EUA e o Brasil, dois países politicamente polarizados com históricos recentes de retrocesso democrático e cujos movimentos populistas de direita estão intimamente interligados
De forma geral, as ambiciosas diretrizes de política externa dos governos Geisel e Figueiredo, conduzidas operacionalmente pelos chanceleres Azeredo da Silveira e Saraiva Guerreiro, com o concurso conceitual e prático de brilhantes diplomatas, expressam a consistência e a continuidade de padrões de excelência aperfeiçoados ao longo de décadas nessa área estratégica para o desenvolvimento nacional, numa linha apartidária e pragmática que deita raízes nos ensinamentos e doutrinas de grandes representantes e pensadores das relações internacionais do Brasil
A abundância de recursos naturais e a liderança agroalimentar, longe de serem apenas ativos de influência, podem transformar o Brasil em um alvo de disputa ou coerção pelas grandes potências eurasianas e pela superpotência norte-americana. Na ausência de capacidades militares compatíveis com sua extensão territorial e econômica, o país corre o risco de ser reduzido a um objeto da política externa alheia, em vez de sujeito
Em um cenário de rivalidade entre potências, ressalta-se a importância do Direito Internacional como base da ordem global, destacando a contribuição brasileira e o legado de Antônio Cançado Trindade na humanização do jus gentium. A estabilidade duradoura depende da justiça, da dignidade humana e da cooperação entre nações, acima da lógica da força.