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iii-Brasil: Com baixa visibilidade, país tem destaque no exterior devido ao futebol 

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Noticiário internacional passou a dar menos destaque a temas políticos para tratar da participação da seleção na Copa do Mundo no Catar e da situação do maior jogador da história do país. Disputas pela simbologia do uniforme do Brasil também foram discutidas pela imprensa estrangeira

Por Daniel Buarque e Fabiana Mariutti*

iii-Brasil – 27/11 a 4/12 de 2022

Visibilidade: 53 reportagens em 7 veículos analisados

Classificação das notícias:

57% Neutras

17% Negativas

26% Positivas

Após semanas de predomínio de notícias de grande destaque sobre política, com as eleições, a previsão de mudanças no novo governo e as ameaças à democracia, a imprensa estrangeira reduziu – no início de dezembro – o destaque dado ao Brasil. O país teve uma visibilidade menor do que nas semanas anteriores, e chamou a atenção especialmente pela cobertura da seleção brasileira na Copa do Mundo e pela piora da saúde de Pelé, um dos maiores ícones da imagem internacional do país. 

No total, foram registrados na semana 53 textos com menção ao Brasil nos sete veículos analisados, um volume de publicações abaixo das 65 menções na média semanal registrada pelo Índice de Interesse Internacional. Além da maior parte dos textos sobre o Brasil com tom neutro (57%), o período desta semana registrou ainda 17% de menções negativas, com potencial de piorar o prestígio do país no mundo (a proporção bem abaixo da média), e um aumento de textos com tom positivo a 26%.  

A mídia estrangeira dedicou bastante espaço ao noticiário factual sobre a participação do Brasil no torneio mundial de futebol. Reportagens e análises relataram os resultados das partidas da seleção e comentaram a participação do time brasileiro – apresentado sempre como um dos favoritos ao troféu. 

Além desta cobertura que em geral tem tom neutro, alguns veículos discutiram a importância do futebol para o país e a sua relação com a sociedade e a política. O jornal americano The New York Times, por exemplo, publicou uma reportagem aprofundada sobre a disputa em torno da simbologia do uniforme da seleção no Brasil. E o mesmo jornal norte-americano deu destaque aos gols de três jogadores do mundial, um deles o do Richarlison. 

“Poucos países associaram sua identidade nacional tão estreitamente com sua seleção nacional de futebol quanto o Brasil, a nação mais bem-sucedida na história da Copa do Mundo, buscando seu sexto título este mês no Catar. E agora são poucos os países que lidam com uma relação tão complicada com sua seleção nacional. A camisa se tornou uma declaração política. A estrela principal tornou-se politicamente declarada. Alguns torcedores chamam o técnico de comunista. E muitos outros desistiram de um time que há muito é motivo de orgulho nacional”, diz a publicação. Segundo o NYT, a Copa pode servir para unir os brasileiros novamente, uma vez que a Copa do Mundo “se tornou um para-raios político em casa depois de uma eleição feia. Um campeonato pode ser a única coisa que pode unir o Brasil”, diz a reportagem.

A deterioração da saúde do maior jogador de futebol da história do Brasil também deu visibilidade ao Brasil, com reportagens em cinco dos sete veículos analisados. “Um novo relatório médico forneceu mais detalhes sobre o estado de saúde de Pelé, que está internado em São Paulo. Segundo o comunicado, o craque brasileiro, que luta há meses contra um câncer de cólon detectado no ano passado, tem uma ‘infecção respiratória’ que está a ser tratada com antibióticos”, relatou o argentino Clarín. Também informam sobre a estado de saúde do Rei Pelé: The Guardian, China Daily, Público e El País.

Entre os textos de tom negativo, apesar de não serem repetidos nos jornais analisados, os temas variados apareceram, como observados em alguns dos exemplos a seguir. Um assunto preocupante – a pobreza – abordado num artigo de opinião pelo El País, em que na grande e rica São Paulo, a maior cidade da América Latina e um estado como toda a Espanha, uma menina do subúrbio perguntou à mãe que cor era a fome, ao afirmar que “…neste Natal e neste Brasil rico, milhões de crianças passarão fome novamente”. Outro tema comentado, pelo Público, foi sobre o incentivo nas manifestações dos militares que pedem golpe militar, em busca de assinaturas para carta em tons golpistas. 

O El País publica texto sobre um futuro otimista, pois o Brasil está em um momento de transição do Governo, “Apesar das manobras de Bolsonaro para deslegitimar vitória de Lula, a transferência do poder segue normalmente”, pelo menos até o momento. E diante das potenciais demissões mencionadas pelo Clarín, em que”chefes militares do Brasil planejam renunciar antes de Lula da Silva tomar posse. É considerada uma reação política surpresa”, ao finalizar que o novo governo pretende nomear um civil para o Ministério da Defesa.  

Retrospectiva 

Desde o início de abril, o iii-Brasil, ao estudar a imagem internacional do Brasil, coletou e analisou em média 65 reportagens por semana com menções de destaque ao país nos sete veículos de imprensa analisados. 

Ao longo do levantamento das últimas 35 semanas, o iii-Brasil registrou em média 50% de reportagens de tom neutro, 36% de menções com tom negativo e 14% de textos positivos sobre o país. 


*Daniel Buarque é editor-executivo do Interesse Nacional, doutor em relações internacionais pelo programa de PhD conjunto do King’s College London (KCL) e do IRI/USP. É jornalista, tem mestrado em Brazil in Global Perspective pelo KCL e é autor dos livros “Brazil, um país do presente” (Alameda) e “O Brazil É um País Sério?” (Pioneira).

Fabiana Mariutti atua como professora universitária, pesquisadora e consultora; obteve pós-doutorado, doutorado e mestrado em Administração e bacharel em Comunicação Social. Estuda a marca Brasil desde 2010. Autora dos livros: “Country Reputation: The Case of Brazil in the United Kingdom: Four Stakeholders’ Perspectives on Brazil’s Brand Image(2017) e Country Brand Identity: Communication of the Brazil Brand in the United States of America (2013).

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