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‘Serventes do caos’ têm possibilidades e estímulo para dominar cada vez mais a política

A popularização da inteligência artificial e o domínio dos vídeos curtos nas redes sociais estão transformando a disputa política. Com baixo investimento e estratégias de viralização, jovens influenciadores e até personagens fictícios conseguem mobilizar eleitores, desafiar políticos tradicionais e lucrar com a polarização, em um cenário no qual a economia da atenção ganha peso crescente nas eleições.

Economia e democracia podem sobreviver; mas e a soberania?

Em meio à polarização eleitoral, a soberania brasileira enfrenta riscos que podem superar os desafios econômicos e democráticos. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e a adesão ao “Escudo das Américas”, promovido por Donald Trump, poderiam comprometer a autonomia diplomática do país e aprofundar sua subordinação aos interesses dos Estados Unidos, em um cenário de crescente tensão geopolítica.

A Nova República morreu neste domingo, e o que virá ainda não nasceu

Guilherme Casarões 05 outubro 2026

Os eleitores brasileiros não se limitaram a votar contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles enterraram um projeto político que vinha sobrevivendo artificialmente há quase uma década

Esquerda e direita – Liberdade e hierarquia na prática política

Christoffer Guldberg 02 outubro 2026

É fato, repetido ad nauseam, que existe uma considerável confusão no eleitorado brasileiro no que tange à definição de esquerda e direita. Problema agudo num contexto de eleições presidenciais(Carreirão 2002). Por exemplo, o DataSenado mostrou que 40% dos entrevistados em 2024 não se consideravam nem de esquerda, nem de direita, nem de centro. Muitos leitores […]

A banalidade do mal dos escândalos

A banalização faz com que o escândalo deixe de produzir reflexão. O personalismo dificulta a separação entre a esfera pública e a privada. O Estado patrimonialista permite que práticas e interesses sobrevivam à alternância dos governantes

A política externa entrou na urna

Karina Stange Calandrin 14 setembro 2026

A eleição de 2026 incorporou o processo de domesticação da política externa, em que questões internacionais são selecionadas, simplificadas e incorporadas ao conflito político nacional com o objetivo de reafirmar uma identidade interna. O fenômeno ocorre em um ambiente internacional marcado pela competição entre grandes potências, pela erosão das instituições multilaterais, pela expansão da geoeconomia e pela circulação transnacional de movimentos políticos. 

A fortaleza da democracia americana e seu impacto na economia global.

A erosão da qualidade democrática nos Estados Unidos ocorre em meio a pressões inflacionárias, perda de confiança dos investidores, desvalorização do dólar e expansão dos gastos militares, levantando dúvidas sobre a estabilidade institucional da maior economia do mundo e seus impactos sobre os mercados e a ordem internacional

Com atuação da família Bolsonaro nos EUA, Brasil torna‑se definitivamente alvo de intervenções eleitorais externas

Está aberta a temporada de intervenções eleitorais externas no Brasil. O encontro de Flávio Bolsonaro com Trump, em 27 de maio de 2026, indica que atores nos Estados Unidos estão conduzindo — e continuarão a conduzir — ações voltadas a influenciar a disputa presidencial no Brasil. Estas ações são uma continuação do que o governo […]

Brasil caminha para uma eleição presidencial de enormes consequências

Rafael R. Ioris 27 maio 2026

Resultado do pleito ajudará a remodelar o rumo das políticas internas e externas do país nos próximos anos. Algo que, dado o papel cada vez mais relevante que o Brasil desempenha no mundo, torna esta uma das eleições mais importantes que o mundo inteiro presenciará neste ano

Venezuela – Dos males, o menor?

Entre a erosão prolongada da democracia venezuelana, o colapso socioeconômico e a crise migratória, o debate internacional expõe o dilema entre soberania e intervenção, enquanto grandes potências retomam a lógica da realpolitik e disputam influência em meio a interesses energéticos e à fragilidade do multilateralismo