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Mario Mugnaini Jr.: Janeiro de 2024 – Perspectivas para o comércio exterior brasileiro

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Continuaremos aumentando nossas exportações para o mundo, esperando atingir US$ 500 bilhões, o que demonstra a maior abertura do país, com significativas perspectivas de atualização tecnológica para a indústria e o agronegócio brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cerimônia de assinatura do Acordo de Livre-Comércio Mercosul-Singapura (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Por Mario Mugniani Jr.*

Retomando as considerações do artigo publicado em dezembro de 2023 apresento, na sequência um resumo das perspectivas para o comércio exterior brasileiro, em termos de oportunidades.

O novo governo do presidente Javier Milei, da Argentina, alguns dias depois de sua posse começou a clarear sua posição a respeito das relações com o Brasil.

A situação, que durante o período de campanha eleitoral indicava uma posição radical, agora se apresenta mais diplomática, e podemos esperar a continuidade de uma relação comercial de interesse para as pautas exportadoras de ambos os países.

‘Houve uma melhora no sistema de liberação das licenças de importação que passaram a ser automáticas’

Houve uma melhora no sistema de liberação das licenças de importação – SIRA –, que passaram a ser automáticas, mas claro sempre sujeitas à disponibilidade de lastro em dólar.

Neste sentido espera-se um avanço na análise por parte das autoridades fazendárias e dos Bancos Centrais do Brasil e da Argentina no encontro de um mecanismo de compensação das operações em pesos e reais.

O Acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que cuja entrada em vigência era esperada ser anunciada em dezembro de 2023, por ocasião da programada reunião entre os blocos prevista a realizar-se no Rio de Janeiro, não se realizou pela antecipada declaração do presidente da França Emanuel Macron contrária ao acordo.

Com efeito, na reunião da COP-28, realizada em Dubai em fins de novembro de 2023, Macron, em uma conferência de imprensa, indagado por uma jornalista brasileiro sobre a intenção da vigência do acordo entre União Europeia e o Mercosul, teceu considerações negativas do ponto de vista da França sobre a celebração do Acordo.

Foi uma forma inusitada de uma declaração de uma membro da União Europeia, decisão que caberia, do ponto de vista diplomático, a uma alta autoridade do bloco europeu.

O Acordo. negociado desde 1995, tinha como objetivos principais incrementar um comércio na área da inovação, investimentos europeus e a liberalização para a entrada gradativa de produtos agropecuários do Mercosul.

Assim, pode-se hoje à luz dos acontecimentos definir-se como sem condições da continuidade das negociações, ficando o acordo  em uma condição de stand by até uma eventual perspectiva de aproximação dos blocos.

‘A exportação do agronegócio brasileiro continua progredindo fortemente no Sudeste Asiático’

A exportação do agronegócio brasileiro continua progredindo fortemente no Sudeste Asiático para países de grande população como Indonésia e Malásia ou forte concentração econômica como Singapura.

Atualmente a China continua como o maior mercado para o agronegócio brasileiro, representando 30% das nossas exportações, seguido pelo Sudeste Asiático com 17%, enquanto a União Europeia recebe somente 13%.

O acordo firmado entre o Mercosul e Singapura pode abrir novas oportunidades para acessos a mercados na região a partir de parcerias entre empresas brasileiras e as de Singapura, pois o porto dessa cidade é um dos mais movimentados e eficientes no ranking mundial, o que permite uma estocagem estratégica de produtos utilizando-se do conceito estoques  tipo justing in time.

Continuaremos em 2024 aumentando nossas exportações para o mundo, esperando-se muito em breve atingirmos US$ 500 bilhões, e importações do mesmo montante, o que demonstra a maior abertura do país, com significativas perspectivas de atualização tecnológica para a indústria e o agronegócio brasileiro.


*Mario Mugnaini Jr. é colunista da Interesse Nacional. Engenheiro industrial químico e empresário, foi vice-presidente da Fiesp/Ciesp entre 1998 e 2002, secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior Camex MDIC entre 2003 e 2007 e presidente da Investe SP, Agência Paulista de Investimentos e Competitividade de 2009 a 2011.

Leia mais colunas de Mario Mugnaini Jr.


Artigos e comentários de autores convidados não refletem, necessariamente, a opinião da revista Interesse Nacional

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