Em artigo publicado na revista Foreign Affairs, o pesquisador Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly, argumenta que a América Latina se tornou a área de política externa em que Donald Trump mais avançou sua agenda, e que nenhum governo americano dedicou tanta atenção e recursos à região em pelo menos 40 anos. Segundo Winter, esse […]
A Bolívia voltou às ruas. Pouco mais de seis meses após a eleição do presidente Rodrigo Paz, o país vive bloqueios de estradas, paralisações nacionais e mobilizações que reúnem sindicatos urbanos, organizações campesino-indígenas, cocaleiros, mineiros e outros setores contrários às medidas de austeridade, privatizações e flexibilização do controle estatal sobre recursos naturais. Mais do que […]
Há algo revelador no fato de o Peru ter realizado o segundo turno de sua eleição presidencial no domingo e, até hoje (quarta-feira 10), não saber quem é o candidato vitorioso. Não houve catástrofe natural, falha de segurança, nem crise diplomática que explique o silêncio das urnas. O que há é um sistema eleitoral que […]
Entre a erosão prolongada da democracia venezuelana, o colapso socioeconômico e a crise migratória, o debate internacional expõe o dilema entre soberania e intervenção, enquanto grandes potências retomam a lógica da realpolitik e disputam influência em meio a interesses energéticos e à fragilidade do multilateralismo
Passando por cima do direito interno e internacional, a operação na Venezuela reflete uma transformação mais ampla da política externa dos EUA sob Trump, em que imperativos políticos domésticos pesam mais do que a credibilidade e legitimidade internacional
Fidel Castro foi, por décadas, a figura política latino-americana de maior projeção global, exportando sua ideologia revolucionária e influenciando líderes em diferentes continentes. Segundo Brian Winter, editor da revista Americas Quarterly, hoje essa visibilidade internacional é ocupada por dois líderes de perfil oposto: Javier Milei, presidente da Argentina, e Nayib Bukele, presidente de El Salvador, […]
A incursão militar dos Estados Unidos na Venezuela expôs tensões profundas na América Latina, combinando violações do direito internacional, divisões ideológicas regionais e a crescente disputa geopolítica entre EUA e China. O episódio sugere uma atualização agressiva da ideia de domínio hemisférico, com potenciais efeitos duradouros sobre soberania, estabilidade regional e o equilíbrio de poder global.
Ataque promovido por Trump dificilmente resultará em um ponto fora da curva da sequência de desastres e tragédias das intervenções norte-americanas no século XXI
O “Corolário Trump” combina dois aspecto da política externa dos EUA, são eles: a Doutrina Monroe somada ao “Corolário Roosevelt”. Resgatando, assim, a lógica do “policial regional” no hemisfério com o objetivo de assegurar sua área de influência a fim dos seus interesses nacionais
Durante os próximos três anos, veremos a repetição do uso da força e do desrespeito às regras internacionais para a exclusiva defesa dos interesses prioritários de Washington no mundo