Como a reorganização da ordem internacional se torna uma encruzilhada para o agronegócio brasileiro
A fragmentação da ordem internacional e a substituição do multilateralismo por disputas entre grandes potências começam a atingir diretamente o agronegócio brasileiro, setor que depende de mercados abertos, cadeias globais estáveis e regras previsíveis. A crescente dependência da China, os riscos geopolíticos envolvendo fertilizantes, Oriente Médio e guerra comercial colocam o Brasil diante de um cenário em que comércio exterior passa a ser instrumento de pressão política e estratégica

Atualmente, é notável que o mundo passa por uma das transições geopolíticas mais abruptas desde o fim da Segunda Guerra Mundial e, o Brasil assiste a ela com a posição peculiar de quem tem muito a perder.
O conceito de “Nova Yalta” para se referir a essa transição, retomado com crescente frequência por acadêmicos, diplomatas e formuladores de política, não é uma metáfora nostálgica, mas a descrição operacional de um processo em curso que é caracterizado pela reafirmação de esferas de influência pelas grandes potências, o colapso gradual do multilateralismo e a substituição do direito internacional que trabalha como base da OMC pela lei do mais forte.
Dessa forma, para um país cuja inserção internacional repousa sobre a condição de fornecedor global de alimentos e exportador de commodities, esse rearranjo não é apenas preocupante, mas estruturalmente ameaçador (TOFT, 2025; MERINO; BILMES; BARRENENGOA, 2024).
‘Foi de Yalta que nasceu o impulso político para a arquitetura institucional que moldou o século seguinte’
A referência a Yalta não é arbitrária, mas tampouco é simples. Em fevereiro de 1945, Roosevelt (EUA), Churchill (Reino Unido) e Stalin (URSS) reuniram-se na Crimeia soviética e redesenharam a base do poder mundial sem consultar as nações diretamente afetadas, consagrando as ideias que posteriormente serviriam como base do mundo pós-guerra e selando o destino de países inteiros por décadas. Contudo, foi de Yalta que nasceu o impulso político para a arquitetura institucional que moldou o século seguinte: a ONU, fundada em San Francisco ainda em 1945 como fórum multilateral para resolver conflitos sem recurso à guerra; o FMI e o Banco Mundial, erguidos pelos Acordos de Bretton Woods como pilares da estabilidade financeira; e, mais tarde, o GATT e sua sucessora, a OMC, que estabeleceram as regras do livre-comércio multilateral.
Para o Brasil, essa arquitetura foi a condição material para o desenvolvimento do agronegócio moderno, pois exportar pressupunha tarifas negociadas, arbitragem de disputas e canais diplomáticos funcionando. Isso demonstra que a ordem liberal multilateral não favoreceu o país por generosidade, mas porque o Brasil soube explorar as regras que ela oferecia.
Dessa maneira, com o colapso soviético em 1991, apostou-se que essa ordem se consolidaria e se expandiria indefinidamente, expectativa que se revelou, em grande medida, ilusória, e cuja destruição é exatamente o que tentam explicar os especialistas que cunharam a ideia de uma Nova Yalta.
No entanto, para entender essa erosão estrutural, é necessário analisar episódios históricos desde o início do século XXI, podendo dividi-la em quatro fraturas, sendo elas: a fratura normativa, materializada pela intervenção unilateral dos EUA no Iraque em 2003 que, contrariando o Conselho de Segurança, sinalizou ao mundo que a potência hegemônica não se sentiria constrangida pelas regras que ajudara a construir, mas que essas regras seriam instrumentalizadas para justificar suas ações baseadas em seus interesses próprios; a fratura econômica que, com a crise financeira de 2008, minou a credibilidade do modelo econômico ocidental; a fratura política caracterizada pela ascensão do populismo e do nacionalismo, como nos casos do Brexit e das eleições de Trump (EUA) e Viktor Orbán (Hungria), que aumentou a desconfiança em instituições multilaterais; e, por último, a fratura geopolítica que, com a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e a militarização do Mar do Sul da China por Beijing, reintroduziu a conquista territorial como instrumento de política de grandes potências, reiterando a lógica imperial no vocabulário da política internacional (TOFT, 2025).
‘Foi com a invasão da Ucrânia por parte da Rússia em 2022 que atores do sistema internacional definiram este conflito como um ponto de inflexão definitivo para essa transformação vigente na Ordem Mundial’
Contudo, foi com a invasão da Ucrânia por parte da Rússia em 2022 que atores do sistema internacional definiram este conflito como um ponto de inflexão definitivo para essa transformação vigente na Ordem Mundial, como visto na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, adotada em outubro de 2022, que se refere a invasão como “significant inflection point in world history” (EUA, 2022). Dessa forma, é possível entender que essa erosão se deu como um processo acumulativo e autoafirmativo, isto é, cada choque reduzia a credibilidade das instituições, o que legitimava o próximo ator a ignorá-las, e deteriorava ainda mais sua credibilidade, não sendo um colapso abrupto, mas uma lenta fratura e talvez irreversível (COELHO, 2025), sendo a invasão da Ucrânia um fator que torna essa erosão irrefutável.
Por conseguinte, a professora Monica Duffy Toft, da Universidade Tufts, em artigo seminal publicado na Foreign Affairs em março de 2025, traçou a analogia com precisão ao concretizar a ideia de que os protagonistas de hoje, Trump (EUA), Putin (Rússia) e Xi (China) estão, formal ou informalmente, redesenhando zonas de controle à semelhança do que ocorreu em 1945. No entanto, a diferença é que essa Nova Yalta não nasce de uma conferência formal, mas emerge da fadiga institucional, da fragmentação das democracias ocidentais e dos acordos tácitos entre rivais que descobrem ser mais rentável dividir esferas de influência do que disputá-las indefinidamente (TOFT, 2025).
Dessa forma, as consequências estruturais para a ordem mundial são três, que se interligam e se fortalecem mutuamente. Primeiro, o colapso progressivo do multilateralismo, que se concretiza com o Conselho de Segurança da ONU em paralisia crônica enquanto a OMC perde sua capacidade de arbitragem de disputas comerciais. Segundo, o retorno das esferas de influência como princípio organizador da política internacional, com a soberania dos países menores sendo crescentemente relativizada por poderes regionais. Terceiro, a instabilidade sistêmica resultante da ausência de árbitros credíveis e de regras respeitadas. Assim, é previsível a constituição de um ambiente em que conflitos regionais proliferam sem solução coletiva e as cadeias globais de valor se fragmentam sob pressão geopolítica (TOFT, 2025).
‘Décadas de compromisso dos EUA com o livre-comércio multilateral foram descartadas em nome de uma lógica transacional que usa barreiras comerciais tanto contra adversários quanto contra aliados’
É nesse contexto que a política tarifária de Donald Trump adquire seu verdadeiro significado. O chamado “Liberation Day” de abril de 2025 (BASTOS; LEITE, 2025), com a imposição de tarifas entre 10% e 145% sobre produtos de dezenas de países, não foi apenas uma decisão de política comercial, mas a declaração de que o acesso ao mercado americano passou a ser moeda de troca geopolítica. Décadas de compromisso dos EUA com o livre-comércio multilateral foram descartadas em nome de uma lógica transacional que usa barreiras comerciais tanto contra adversários quanto contra aliados, estabelecendo uma realidade que para economias exportadoras de commodities, o sinal é inequívoco de que as regras do jogo mudaram, e os novos critérios são políticos.
Nesse sentido, o agronegócio brasileiro está no centro dessa tempestade, já que o setor respondeu por cerca de 29,4% do PIB nacional em 2025, segundo o CEPEA/ESALQ-USP (CEPEA; CNA, 2025), empregando 28,6 milhões de pessoas, e bateu recorde histórico de exportações com US$ 169,2 bilhões no ano passado, conforme o Ministério da Agricultura (BRASIL, 2026), o que categoriza o Brasil como maior exportador mundial de soja, carne bovina, carne de frango, açúcar e café (BRASIL, 2026). Essa posição de primazia no sistema alimentar global é, simultaneamente, um trunfo estratégico e uma fonte de vulnerabilidade estrutural.
A principal vulnerabilidade chama-se China. Em 2025, o mercado chinês absorveu US$ 55,3 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, 32,7% do total exportado, com crescimento de 11% sobre o ano anterior (BRASIL, 2026), e em setembro de 2025, como um reflexo direto da suspensão das compras chinesas de soja americana, 92,3% de todo o volume de soja embarcada foi destinado à China (BRASIL, 2025). Assim, como resultado da guerra comercial entre as duas potências econômicas, o Brasil se beneficiou desse desvio de comércio no curto prazo, mas construiu, no processo, uma dependência estrutural que é exatamente o tipo de fragilidade que a Nova Yalta tende a explorar.
‘Em um mundo de esferas de influência, nenhum país fica imune às pressões cruzadas dos grandes’
Em um mundo de esferas de influência, nenhum país fica imune às pressões cruzadas dos grandes. Como no caso do aumento da dependência desenvolvida do Brasil pela China após a guerra comercial, qualquer deterioração das relações sino-americanas, qualquer alteração nas regras sanitárias chinesas ou qualquer decisão política de Pequim de reduzir sua dependência das importações brasileiras de soja, incentivando produção doméstica ou diversificando fornecedores, teria impacto imediato e prejudicial sobre as receitas de exportação do Brasil. Assim, a concentração em um único mercado, por mais rentável que seja hoje, é estrategicamente insustentável em um cenário de fragmentação geopolítica acelerada.
A fragilidade, porém, não se limita ao destino das exportações, mas começa antes da porteira. O Brasil importa aproximadamente 85% dos fertilizantes que utiliza (INSPER AGRO GLOBAL, 2025), e cerca de 30% do volume global desses insumos transita pelo Estreito de Ormuz (O GLOBO, 2026; GAZETA DO POVO, 2026), exatamente o ponto de estrangulamento sobre o qual o conflito no Oriente Médio projeta sua sombra mais imediata sobre o campo brasileiro. Isto posto, qualquer interrupção nessa rota pressiona diretamente o custo de produção de soja e milho, pilares da balança comercial nacional, muito antes de qualquer embarque ser ameaçado.
Desse modo, em relação ao mercado de grãos, a exposição ao Irã adiciona outra camada de risco, sendo o fato de que o país foi o principal destino das exportações brasileiras de milho em 2025, absorvendo cerca de 23% do volume total exportado (BRASIL, 2025), o que coloca o agronegócio nacional em posição de vulnerabilidade diante das ameaças americanas de impor tarifas de 25% a todos os países que mantiverem relações comerciais com Teerã (BASTOS; LEITE, 2025), uma escolha que, se imposta, obrigaria o Brasil a sacrificar um mercado exportador bilionário ou o acesso ao segundo maior destino de suas exportações totais.
‘A Nova Yalta não é apenas uma disputa de grandes potências travada em chancelarias distantes, mas principalmente se materializa no preço da ureia, na incerteza sobre o embarque de milho e na fragilidade de um corredor de proteína animal que sustenta parte relevante da renda do campo nacional’
Na cadeia de proteína animal, o risco é igualmente concreto, visto que o Oriente Médio responde por cerca de US$ 3 bilhões anuais em compras de frango brasileiro (FORBES AGRO, 2026), e a instabilidade político-militar na região ameaça contratos e embarques, abrindo espaço para concorrentes como Tailândia e União Europeia em mercados que o Brasil levou décadas para consolidar. Assim, a Nova Yalta não é apenas uma disputa de grandes potências travada em chancelarias distantes, mas principalmente se materializa no preço da ureia, na incerteza sobre o embarque de milho e na fragilidade de um corredor de proteína animal que sustenta parte relevante da renda do campo nacional.
Por conseguinte, ao analisar o discurso do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, em janeiro de 2026 durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, é visto que a compreensão de uma realidade em que a lei do mais forte prevalece está presente até mesmo em países considerados, até então, pertencentes ao grupo conhecido como primeiro mundo.
Em seu discurso, Carney caracterizou a conjuntura internacional atual como “não uma transição, mas uma ruptura com a Ordem Mundial” (CARNEY, 2026) demonstrando como a interdependência econômica se tornou uma arma de coerção quando inserida em um cenário de crescente rivalidade entre grandes potências, já que, é quando “os mais poderosos perseguem seus interesses usando a interdependência econômica como forma de coerção”(CARNEY, 2026).
Contudo, Carney apresentou uma saída cunhada a partir da diversidade econômica. Tal saída é formulada a partir da ideia de que em uma nova realidade caracterizada pela quebra das normas internacionais e a falência da base do direito internacional como base para as relações internacionais, a diversidade comercial não se apresenta apenas como uma forma de estabilidade de mercado, mas também como uma fundamentação material para uma “política externa honesta, porque assim os países conquistam o direito de adotar posições baseadas em princípios ao reduzirem sua vulnerabilidade”(CARNEY, 2026). Dessa forma, é possível entender que a opção apresentada pelo primeiro-ministro canadense consiste em uma união de forças que vise possibilitar, por meio de uma “cooperação genuína”(CARNEY, 2026), uma terceira via, mas dessa vez, com um impacto real.
‘A proposta de uma terceira via do primeiro ministro canadense é relevante não como solução diretamente transplantável ao caso brasileiro, mas como um sintoma’
No entanto, a proposta de uma terceira via do primeiro ministro canadense é relevante não como solução diretamente transplantável ao caso brasileiro, mas como um sintoma, já que, se o Canadá, com PIB per capita seis vezes superior ao brasileiro e acesso preferencial ao mercado americano, se vê ameaçado o suficiente para reformular integralmente sua estratégia de inserção internacional, o Brasil, que, simultaneamente, é fornecedor de China e Estados Unidos, comprador de fertilizantes de países sob pressão geopolítica e vendedor de milho ao Irã, enfrenta o mesmo dilema em grau substancialmente mais agudo e com margem de manobra comercial estruturalmente mais estreita.
Assim sendo, a contribuição do diagnóstico canadense ao caso brasileiro reside menos na fórmula apresentada e mais na premissa que a sustenta, pois em um mundo em que o comércio deixa de ser regido por normas multilaterais e passa a ser condicionado por rivalidades de poder, a diversificação comercial não é apenas uma estratégia de mercado, mas uma condição de soberania. Portanto, para um país que exporta commodities para potências rivais, depende de insumos cujas rotas cruzam zonas de conflito e tem seu principal mercado exportador sujeito às oscilações de uma rivalidade sino-americana que não controla, a “política externa honesta” proposta por Carney (CARNEY, 2026) não é uma aspiração filosófica, mas uma necessidade estrutural e sua viabilidade depende, antes de tudo, de reduzir as dependências que tornam o agronegócio brasileiro reativo às decisões alheias.
‘Há uma janela de oportunidade que o Brasil ainda pode aproveitar ao avaliar a diversificação de mercados, oportunidade esta que se torna imperativa antes que a fragmentação geopolítica se aprofunde e consolide novos arranjos comerciais que excluam o país’
Há, logo então, uma janela de oportunidade que o Brasil ainda pode aproveitar ao avaliar a diversificação de mercados, oportunidade esta que se torna imperativa antes que a fragmentação geopolítica se aprofunde e consolide novos arranjos comerciais que excluam o país. Nesse sentido, a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia, parado há décadas por obstruções de ambas as partes, representa um antídoto parcial à volatilidade geopolítica, já que ancorar o Brasil em um bloco com regras estáveis e mercado de alta renda reduz a exposição aos caprichos e coerções das grandes potências.
Além disso, uma política industrial que agregue valor às exportações agropecuárias também pode trabalhar como uma forma de contornar as possíveis coerções das potências. Assim, transformando soja em proteína processada, cana em biocombustível certificado, carne em produto rastreado e diferenciado, há uma estratégia que reduziria a vulnerabilidade inerente à condição de exportador de commodities em um mundo onde o preço dos insumos é cada vez mais determinado por decisões políticas, e não por fundamentos de oferta e demanda.
Por outro lado, é previsível que, altos investimentos como o do empresário Joesley Batista na reestruturação da Avibras (VASSALLO; GODOY, 2026) determinam um cenário interno onde âmbitos da economia brasileira até então distantes, como agronegócio e defesa, agora passam a se articular buscando talvez o mais pleno e possível desenvolvimento de setores estratégicos do Brasil, a fim de uma tentativa de assegurar sua soberania político-econômica.
Desse modo, a Nova Yalta não escolhe seus afetados por intenção, mas ela os escolhe por posição. No caso do Brasil, o país ocupa uma posição de extraordinária exposição como fornecedor de alimentos e com fortes laços com potências rivais, dotado de uma diplomacia de equilíbrio cuja eficácia diminui à medida que o mundo exige escolhas de polarização, e ainda dependente de um modelo de inserção internacional que a fragmentação geopolítica ameaça de modo crescente. Com isso, o debate sobre como reposicionar o país nesse novo tabuleiro não é apenas uma questão acadêmica, mas uma questão de urgência da política externa e da política econômica do Brasil neste contexto de transição e de rupturas.
Referências:
BASTOS, Eduardo; LEITE, Carla. O tarifaço de Trump: organizando fatos e ideias. Brasília: IPEA, 2025. (Carta de Conjuntura, n. 67). Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/publicacoes. Acesso em: 14 abr. 2026
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BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Comex Stat: sistema de análise das informações de comércio exterior. Brasília: MDIC, 2025. Disponível em: https://comexstat.mdic.gov.br. Acesso em: 14 abr. 2026.
CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA (CEPEA); CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL (CNA). PIB do agronegócio brasileiro: primeiro trimestre de 2025. Piracicaba: CEPEA; CNA, 2025. Disponível em: https://www.cepea.esalq.usp.br/br/pib-do-agronegocio-brasileiro.aspx. Acesso em: 14 abr. 2026.
COELHO, Diogo Ramos. Um mundo fraturado e o colapso da ordem liberal. CEBRI-Revista, Rio de Janeiro, ano 4, n. 14, p. 145-162, abr./jun. 2025. Disponível em: https://cebri.org/revista/br/artigo/215/um-mundo-fraturado-e-o-colapso-da-ordem-liberal. Acesso em: 14 abr. 2026.
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TOFT, Monica Duffy. The return of spheres of influence: will negotiations over Ukraine be a new Yalta Conference that carves up the world? Foreign Affairs, [s. l.], mar. 2025. Disponível em: https://www.foreignaffairs.com/united-states/return-spheres-influence. Acesso em: 14 abr. 2026.
VASSALLO, Luiz; GODOY, Marcelo. Joesley Batista decide financiar a Avibras, que vai fabricar novos mísseis para o Exército. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 8 abr. 2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/joesley-batista-decide-financiar-a-avibras-que-vai-fabricar-novos-misseis-para-o-exercito/. Acesso em: 15 abr. 2026.
Roberto Rodolfo Georg Uebel é professor do curso de relações internacionais (ESPM) e coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos (NENAM), e João Paulo Santos de Paiva Estevam é acadêmico do curso de relações internacionais (ESPM) e Pesquisador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos (NENAM)
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