Quando os aliados deixam de obedecer – A crise da liderança americana no século XXI

A crescente autonomia de aliados como Israel, Arábia Saudita e parceiros europeus expõe os limites da influência dos Estados Unidos e sugere que o principal desafio da liderança americana no século XXI não é apenas conter rivais, mas coordenar coalizões em um mundo menos hierárquico e mais fragmentado

ONU conseguiu transformar parecer climático da Corte Internacional de Justiça em instrumento político global

Nitish Monebhurrun 17 junho 2026

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, no dia 20 de maio de 2026, uma resolução histórica sobre o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 2025 relativo às obrigações dos Estados em matéria de mudanças climáticas. Ainda que tanto o parecer quanto a resolução não sejam juridicamente vinculantes, o texto representa um marco […]

A visita do velho senhor e a ameaça de Tucídides

Fausto Godoy 08 junho 2026

A recepção cuidadosamente coreografada de Xi Jinping a Donald Trump reforçou a mensagem de que a China se vê como rival estratégica dos Estados Unidos em um sistema internacional em transformação. Tendo Taiwan como ponto mais sensível da disputa, o avanço tecnológico chinês, a crescente interdependência econômica e a competição por liderança global elevam o risco de tensões entre as duas potências

PCC e CV: por que a decisão dos EUA pode produzir efeitos muito além das fronteiras americanas

Nitish Monebhurrun 02 junho 2026

A recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras provocou um debate que vai muito além da segurança pública. A questão central não é apenas saber se essas organizações representam uma ameaça grave à segurança, pois sobre isso já […]

Como a reorganização da ordem internacional se torna uma encruzilhada para o agronegócio brasileiro

A fragmentação da ordem internacional e a substituição do multilateralismo por disputas entre grandes potências começam a atingir diretamente o agronegócio brasileiro, setor que depende de mercados abertos, cadeias globais estáveis e regras previsíveis. A crescente dependência da China, os riscos geopolíticos envolvendo fertilizantes, Oriente Médio e guerra comercial colocam o Brasil diante de um cenário em que comércio exterior passa a ser instrumento de pressão política e estratégica

Multilateralismo econômico – Nascimento, crises e agonia

O mundo pode estar ingressando num período de retrocessos nas principais conquistas obtidas desde a implosão do “modo socialista de produção” nos anos finais do século XX. O Brasil precisa refletir sobre suas interações com os principais atores das relações internacionais, econômicas e políticas, e talvez reforçar os vínculos entre potências médias como forma de se precaver contra o unilateralismo agressivo das grandes potências mundiais

Guerra contra o Irã expõe os limites da governança global

Helder do Vale 08 abril 2026

O confronto entre Estados Unidos, Israel e Irã — marcado por semanas de ataques aéreos, assassinatos seletivos e ondas de choque nos mercados — pode parecer mais um capítulo de um conflito regional de longa data. Mas sua escala e suas consequências revelam algo mais profundo: desta vez, não é apenas a estabilidade regional que […]

Laura Waisbich – Multipolaridade, Autonomia e Cooperação em Tempos de Cólera

Fala Colunista 26 março 2026

Neste episódio a professora e diretora do Instituto Igarapé Laura Waisbich fala sobre o novos rumos do mundo sob a turbulência dos tempos atuais. Ao contrário do que se pode argumentar, a professora tem uma visão positiva para o momento e destaca o papel das potências em ascensão, dos países em desenvolvimento e do sul […]

Brasil como ator estratégico em tempos de tensionamento mundial

A abundância de recursos naturais e a liderança agroalimentar, longe de serem apenas ativos de influência, podem transformar o Brasil em um alvo de disputa ou coerção pelas grandes potências eurasianas e pela superpotência norte-americana. Na ausência de capacidades militares compatíveis com sua extensão territorial e econômica, o país corre o risco de ser reduzido a um objeto da política externa alheia, em vez de sujeito

Como países fora do eixo EUA‑UE remodelam as relações internacionais

Charles Pennaforte 18 março 2026

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, muitos analistas apostaram que o país seria isolado pelo “Ocidente”. Mas China, Índia, Brasil e vários outros Estados não aderiram às sanções. Pelo contrário: aumentaram o comércio com Moscou, negociaram em moedas alternativas e reforçaram fóruns como o BRICS. Diversos analistas descrevem o momento atual como uma […]

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