Para evitar que esse processo de securitização do combate às drogas desumanize populações inteiras e desestabilize ainda mais o continente, é preciso que as lideranças latino-americanas reafirmem a importância da soberania nacional e restabeleçam os mecanismos de solução pacífica regional, resgatando junto à gestão de Donald Trump a possibilidade de resgatar uma política de “bom vizinho”, ou pelo menos a de um vizinho menos imperial.
Ao articular uma cooperação pragmática com países como Chile, Uruguai, Bolívia, Argentina, Colômbia e Peru, o país poderia estruturar cadeias regionais de valor, fortalecer a resiliência frente à pressão das grandes potências e aumentar sua influência em temas vitais para o atual momento, como a transição energética, os semicondutores e a inteligência artificial
Carolina Silva Pedroso, pesquisadora do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Unesp comenta os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais no país andino, e analisa possíveis impactos nas parcerias com o Brasil
Para os países da região, o investimento chinês representa não somente uma oportunidade, mas uma necessidade, uma vez que para atingirem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável até 2030, ainda têm de enfrentar um déficit de US$ 2,2 trilhões em infraestrutura em setores como água e saneamento, energia, transporte e telecomunicaçõe
Mujica se tornou referência da esquerda do continente durante uma época em que representantes da esquerda e centro-esquerda assumiram diversos governos da região, como Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia e Brasil
Seu legado, como sua trajetória, é múltiplo. O “Pepe” que veio do nada e ao nada retorna deixa inúmeras facetas e, certamente, um impacto inolvidável na história dos séculos XX e XXI
Encontro da CELAC foi um retrato vivo do momento vivido pela América Latina e o Caribe, com discordância entre países vizinhos. Cenário deve se agravar ainda mais com a ressurreição da Doutrina Monroe por Trump, com pressão dos EUA para reduzir a influência da China no que vê como seu ‘quintal’
Lula argumentou que é preciso diversificar as relações comerciais e procurar novos parceiros e aprendizados. Caso contrário, os países latino-americanos podem viver “mais um século pobres”
O Porto de Chancay, inaugurado com capital chinês no Peru, pode transformar a logística do comércio Brasil-China. Com acesso mais direto ao Pacífico, produtores do Acre e do Centro-Oeste ganham em tempo, custo e competitividade. O terminal, parte da estratégia global da China, também pressiona o Brasil a acelerar obras de integração rodoviária e ferroviária para aproveitar plenamente essa nova rota estratégica.
O encontro da Celac ocorre no contexto de forte tensão na região em meio ao endurecimento das políticas contra imigração do governo dos Estados Unidos (EUA), liderado pelo presidente Donald Trump, além da guerra de tarifas iniciada pela Casa Branca.