As guerras, tensões comerciais e choques sobre energia e fertilizantes estão reacendendo a inflação global e reduzindo as perspectivas de crescimento. Para o Brasil, o impacto mais duradouro pode vir pelo canal financeiro: juros elevados por mais tempo aumentam o custo da dívida pública, encarecem investimentos e crédito e ampliam os desafios de uma economia já marcada por baixo crescimento e limitada capacidade fiscal
O prolongamento das tensões mundiais como as situações de guerra ora entre Estados Unidos/Israel contra o Irã pode contribuir para um decréscimo do comércio internacional em função do elevado preço do petróleo, motivado pelo fechamento do estreito de Ormuz. As ações dos Estados Unidos na elevação das tarifas de importação contra alguns produtos da pauta […]
O tão alardeado “Dia da Libertação” acabou sendo um lamentável “Dia da Confusão”
A entrada em vigor do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco na liberalização comercial entre as duas regiões. Estabeleceu-se uma das maiores zonas de livre-comércio do planeta. O acordo foi negociado durante cerca de vinte e cinco anos. A sua adoção representa uma vitória para a cooperação entre […]
O Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia (UE) insere-se entre os mais longos processos de negociação do comércio internacional contemporâneo. As tratativas iniciais remontam a 1999, passando por três fases principais (2000-2004; 2010-2012; 2016-2019), e culminando, em 2019, em um acordo preliminar entre o Mercosul e a Comissão Europeia. Esse entendimento […]
O Acordo de Livre Comércio entre a EFTA e o Mercosul foi assinado (setembro 2025), mas sua relevância começa justamente agora: entrou na fase decisiva de ratificação parlamentar e poderá redefinir fluxos comerciais, investimentos e cooperação regulatória entre a América do Sul e a Europa do Norte. Este mês, o tema passou a ter impacto […]
As lições iniciais da Guerra do Golfo III apontam para uma transformação estrutural cujo eixo central é a energia. Se 1973 levou à construção de mecanismos de estabilização e 2001 à busca por autonomia, o momento atual revela um cenário distinto: um sistema em que tais instrumentos mostram limites claros. A segurança energética deixa de ser um problema passível de coordenação centralizada e passa a refletir a fragmentação do sistema internacional
Em meio à escalada geopolítica no Oriente Médio e às pressões inflacionárias decorrentes do choque energético, 2026 se consolida como um ano paradoxal para a economia global: enquanto conflitos ameaçam cadeias de suprimentos e elevam riscos ao comércio, a proliferação de mega-acordos liderados pela União Europeia redesenha alianças, intensifica a concorrência e expõe as fragilidades institucionais do Mercosul diante de iniciativas unilaterais e de uma nova disputa por mercados e influência.
Para os leitores desta coluna, não foi surpresa que a Suprema Corte dos Estados Unidos tenha decidido rejeitar categoricamente as medidas anárquicas e unilaterais de proteção tarifária concebidas e implementadas pelo presidente Donald Trump até 20 de fevereiro. Segundo alguns especialistas, o presidente não quis, e ainda não quer, acatar os alertas daqueles que argumentavam […]
Relação bilateral entre os dois países se faz importante em um mundo em grande transformação e com crescentes incertezas, em que a busca de diversificação comercial em todas as áreas se impõe, diante do recrudescimento do protecionismo e do unilateralismo comercial