O “Corolário Trump” combina dois aspecto da política externa dos EUA, são eles: a Doutrina Monroe somada ao “Corolário Roosevelt”. Resgatando, assim, a lógica do “policial regional” no hemisfério com o objetivo de assegurar sua área de influência a fim dos seus interesses nacionais
Durante os próximos três anos, veremos a repetição do uso da força e do desrespeito às regras internacionais para a exclusiva defesa dos interesses prioritários de Washington no mundo
Por Rodrigo Fracalossi de Moraes* A probabilidade de uma invasão da Venezuela pelos Estados Unidos é, no momento, muito pequena. Contudo, o simples fato de uma hipotética invasão estar sendo discutida sugere um retorno explícito à lógica das esferas de influência que marcou a Guerra Fria, quando o governo dos Estados Unidos enfraquecia ou derrubava […]
Nos quarenta anos da Declaração de Iguaçu, ressaltamos a liderança exercida pelos presidentes Raúl Alfonsín e José Sarney, graças a quem foram desmontadas barreiras, iniciados entendimentos, construída a confiança e iniciada a integração regional. Que sirvam de inspiração no momento em que agem forças centrífugas no contexto bilateral e regional.
Para evitar que esse processo de securitização do combate às drogas desumanize populações inteiras e desestabilize ainda mais o continente, é preciso que as lideranças latino-americanas reafirmem a importância da soberania nacional e restabeleçam os mecanismos de solução pacífica regional, resgatando junto à gestão de Donald Trump a possibilidade de resgatar uma política de “bom vizinho”, ou pelo menos a de um vizinho menos imperial.
O forte reforço militar americano no Caribe eleva as possibilidades de um outro cenário, ainda mais preocupante, para o regime bolivariano: um conflito assimétrico – por mais difícil que seja, no momento, imaginar tal cenário.
Ao articular uma cooperação pragmática com países como Chile, Uruguai, Bolívia, Argentina, Colômbia e Peru, o país poderia estruturar cadeias regionais de valor, fortalecer a resiliência frente à pressão das grandes potências e aumentar sua influência em temas vitais para o atual momento, como a transição energética, os semicondutores e a inteligência artificial
Carolina Silva Pedroso, pesquisadora do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Unesp comenta os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais no país andino, e analisa possíveis impactos nas parcerias com o Brasil
Proximidade entre o governo de Donald Trump e o país sul-americano pode afetar os interesses do Brasil na região
Construção de projeto eólico no sul do país reavivou disputa por território com o país vizinho, uma das raras questões de fronteira que ainda persistem para o Brasil