A fragmentação da Ordem Internacional e a necessidade de uma nova estratégia para o Brasil
É o diálogo entre os diferentes que permite que eles coexistam – algo tido como clichê, mas que vem sendo esquecido com consequências deletérias no mundo inteiro. O contrário a essa atitude poderá levar à destruição mútua. Dialogar só com quem se concorda não dá nenhum trabalho. O diplomata prova-se no campo das diferenças, sem se deixar isolar em bolhas de eco
Em um cenário de rivalidade crescente entre Estados Unidos e China, o Brasil amplia sua integração econômica com Pequim enquanto preserva instituições, valores políticos e tradições diplomáticas mais próximas do Ocidente. A análise comparada mostra como essa dupla inserção deixou de ser uma escolha circunstancial para se tornar uma condição estrutural da política externa brasileira, impondo o desafio de transformar a busca por autonomia em vantagem estratégica sem depender excessivamente de nenhuma das duas potências
Comitê Especial da Competição Estratégica entre os EUA e China classificou o Brasil como parte de uma rede global de espionagem militar chinesa na América do Sul
A realização do primeiro fórum bilateral dedicado à economia criativa, inovação e tecnologia inaugura uma nova frente da diplomacia econômica brasileira, aproximando empresas, startups, universidades e setores culturais dos dois países em busca de negócios, investimentos e cooperação de maior valor agregado
No episódio desta semana, o embaixador Rubens Barbosa comenta o movimento americano para transformar grupos narcotraficantes em terroristas. Mais além, ele fala sobre a relação entre EUA e América Latina como um todo. Por fim, o Embaixador comenta as possibilidades de acordo na guerra EUA-Irã.
No episódio desta semana o embaixador Rubens Barbosa comenta o encontro do G7 que tivemos na semana passada e pouco falada no Brasil. Mais além, fala da difícil relação China-EUA-Taiwan e como o desenvolvimento desse processo pode, ou não, terminar em um conflito. Por fim, o Embaixador comenta as possibilidades da guerra EUA-Irã.
A fragmentação da ordem internacional e a substituição do multilateralismo por disputas entre grandes potências começam a atingir diretamente o agronegócio brasileiro, setor que depende de mercados abertos, cadeias globais estáveis e regras previsíveis. A crescente dependência da China, os riscos geopolíticos envolvendo fertilizantes, Oriente Médio e guerra comercial colocam o Brasil diante de um cenário em que comércio exterior passa a ser instrumento de pressão política e estratégica
Durante as cerca de três horas de conversas reservadas entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump na Casa Branca nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, muitos observadores nos dois países ficaram de prontidão. Como não houve declaração conjunta oficial nem coletiva de imprensa, ninguém sabia o […]
Um seminário sobre antissemitismo deveria ocupar-se, antes de tudo, do antissemitismo. Das suas formas contemporâneas no Brasil, nos discursos, nas redes, nas instituições. O que se produziu foi algo diferente. A maior parte do tempo foi consumida pela discussão sobre Gaza, sobre o posicionamento do governo brasileiro no conflito, sobre o sionismo como ideologia política, sobre as relações entre Brasil e Israel