Vargas aproveitou o protagonismo geoestratégico para extrair benefícios da disputa teuto-americana por hegemonia, no pré-guerra, e, depois, de sua participação ativa no conflito. Em momentos de rearranjos do sistema internacional, provou-se há 80 anos, a boa diplomacia cultural traz dividendos de monta e fortalece a posição do Brasil na comunidade de nações. A construção de reputação nacional sólida, entretanto, demanda esforços continuados que nem sempre coincidem com mandatos e ciclos políticos.
A experiência construída por Brasil e Argentina no setor nuclear mostra que instituições bem desenhadas podem produzir confiança onde antes existia apenas cautela
A fragmentação da Ordem Internacional e a necessidade de uma nova estratégia para o Brasil
É o diálogo entre os diferentes que permite que eles coexistam – algo tido como clichê, mas que vem sendo esquecido com consequências deletérias no mundo inteiro. O contrário a essa atitude poderá levar à destruição mútua. Dialogar só com quem se concorda não dá nenhum trabalho. O diplomata prova-se no campo das diferenças, sem se deixar isolar em bolhas de eco
Em um cenário de rivalidade crescente entre Estados Unidos e China, o Brasil amplia sua integração econômica com Pequim enquanto preserva instituições, valores políticos e tradições diplomáticas mais próximas do Ocidente. A análise comparada mostra como essa dupla inserção deixou de ser uma escolha circunstancial para se tornar uma condição estrutural da política externa brasileira, impondo o desafio de transformar a busca por autonomia em vantagem estratégica sem depender excessivamente de nenhuma das duas potências
Comitê Especial da Competição Estratégica entre os EUA e China classificou o Brasil como parte de uma rede global de espionagem militar chinesa na América do Sul
A realização do primeiro fórum bilateral dedicado à economia criativa, inovação e tecnologia inaugura uma nova frente da diplomacia econômica brasileira, aproximando empresas, startups, universidades e setores culturais dos dois países em busca de negócios, investimentos e cooperação de maior valor agregado
No episódio desta semana, o embaixador Rubens Barbosa comenta o movimento americano para transformar grupos narcotraficantes em terroristas. Mais além, ele fala sobre a relação entre EUA e América Latina como um todo. Por fim, o Embaixador comenta as possibilidades de acordo na guerra EUA-Irã.
No episódio desta semana o embaixador Rubens Barbosa comenta o encontro do G7 que tivemos na semana passada e pouco falada no Brasil. Mais além, fala da difícil relação China-EUA-Taiwan e como o desenvolvimento desse processo pode, ou não, terminar em um conflito. Por fim, o Embaixador comenta as possibilidades da guerra EUA-Irã.
A fragmentação da ordem internacional e a substituição do multilateralismo por disputas entre grandes potências começam a atingir diretamente o agronegócio brasileiro, setor que depende de mercados abertos, cadeias globais estáveis e regras previsíveis. A crescente dependência da China, os riscos geopolíticos envolvendo fertilizantes, Oriente Médio e guerra comercial colocam o Brasil diante de um cenário em que comércio exterior passa a ser instrumento de pressão política e estratégica