O “Corolário Trump” combina dois aspecto da política externa dos EUA, são eles: a Doutrina Monroe somada ao “Corolário Roosevelt”. Resgatando, assim, a lógica do “policial regional” no hemisfério com o objetivo de assegurar sua área de influência a fim dos seus interesses nacionais
Seja sob a bandeira do combate às drogas ou da mudança de regime, a mensagem é inequívoca: os EUA estão preparados para agir de forma unilateral, contundente e, potencialmente, ilegal. E isso terá amplas ramificações em toda a América Latina, principalmente para a própria Venezuela
Durante os próximos três anos, veremos a repetição do uso da força e do desrespeito às regras internacionais para a exclusiva defesa dos interesses prioritários de Washington no mundo
Por Filipe Prado Macedo da Silva* A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA marca uma mudança desconfortável na forma como Washington vê a relação transatlântica. O documento abandona a noção de parceria entre iguais e passa a tratar a União Europeia (UE) como um projeto a ser corrigido, disciplinado e alinhado aos interesses norte-americanos. […]
Sob o slogan “Estados Unidos Primeiro”, o documento deixa de tratar a América Latina como espaço de cooperação estratégica e passa a enquadrá-la como área direta de contenção, controle e possível intervenção. Para o Brasil e para o Mercosul, essa mudança reconfigura o ambiente de segurança regional em termos militares, econômicos e jurídicos
Decisão do governo norte-americano de reverter sanções contra Alexandre de Moraes teve ampla repercussão internacional e foi descrita como uma conquista brasileira em favor da democracia e contra as imposições do governo Trump
Por Rodrigo Fracalossi de Moraes* A probabilidade de uma invasão da Venezuela pelos Estados Unidos é, no momento, muito pequena. Contudo, o simples fato de uma hipotética invasão estar sendo discutida sugere um retorno explícito à lógica das esferas de influência que marcou a Guerra Fria, quando o governo dos Estados Unidos enfraquecia ou derrubava […]
Neste episódio o ex-embaixador e professor do Instituto Rio Branco, Sergio Abreu e Lima Florêncio, fala da disputa geopolítica entre China e EUA pela hegemonia do mundo atual.
A Estratégia de Segurança Nacional dos EUA redefine o poder e os interesses do país no mundo e marca uma ruptura histórica com a ordem mundial depois de 1945
A tentativa de Donald Trump de esvaziar a Cúpula em Joanesburgo surpreende, mas nem tanto, baseada em conceitos defasados, dentre os quais uma crença numa saudosa unipolaridade norte-americana. Cabe ao G20 olhar e apontar para o futuro