Brasil como ator estratégico em tempos de tensionamento mundial

A abundância de recursos naturais e a liderança agroalimentar, longe de serem apenas ativos de influência, podem transformar o Brasil em um alvo de disputa ou coerção pelas grandes potências eurasianas e pela superpotência norte-americana. Na ausência de capacidades militares compatíveis com sua extensão territorial e econômica, o país corre o risco de ser reduzido a um objeto da política externa alheia, em vez de sujeito

Como países fora do eixo EUA‑UE remodelam as relações internacionais

Charles Pennaforte 18 março 2026

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, muitos analistas apostaram que o país seria isolado pelo “Ocidente”. Mas China, Índia, Brasil e vários outros Estados não aderiram às sanções. Pelo contrário: aumentaram o comércio com Moscou, negociaram em moedas alternativas e reforçaram fóruns como o BRICS. Diversos analistas descrevem o momento atual como uma […]

Multipolaridade, Autonomia e Cooperação em Tempos de Cólera

Entre o luto das potências ocidentais e o otimismo do Sul Global, a transição para um mundo multipolar revela mais pluralidade do que declínio: a autonomia ganha força com o não-alinhamento ativo, e a cooperação se reinventa, indicando que o multilateralismo não acabou, apenas se transformou em um cenário mais fragmentado e pragmático.

Desmantelamento de organizações e criação do Conselho da Paz mostram desprezo de Trump pela ordem internacional liberal

Em 20 de janeiro de 2025, Donald Trump tomou posse como 47º presidente dos Estados Unidos (EUA). No mesmo dia, ele retirou o país da Organização Mundial da Saúde (OMS), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), alegando, entre outros pontos, a má gestão da pandemia da covid-19 pela organização e a exigência de […]

Feliz Ano Velho – A operação na Venezuela e o multilateralismo como ‘arma dos mais fracos’

Laura Trajber Waisbich 09 fevereiro 2026

Passando por cima do direito interno e internacional, a operação na Venezuela reflete uma transformação mais ampla da política externa dos EUA sob Trump, em que imperativos políticos domésticos pesam mais do que a credibilidade e legitimidade internacional

It’s realpolitik, stupid! – Geopolítica, multipolaridade e como teorias das relações internacionais nos ajudam com tudo isso

Miguel Mikelli Ribeiro 02 fevereiro 2026

Ao contrário do que muitos analistas escrevem, geopolítica e política internacional não são sinônimos. Enquanto a política internacional envolve todo assunto político com reverberação para além das fronteiras de um Estado, a geopolítica diz respeito às relações de poder entre Estados, envolvendo espaços geográficos

O papel das potências médias

Rubens Barbosa 30 janeiro 2026

Brasil e Canadá falam publicamente sobre ruptura da ordem internacional e da formação de alianças e parcerias, mas esbarram em limitações políticas e econômicas e em interesses divergentes

O Conselho da Paz de Donald Trump – Sinuca de bico

Fausto Godoy 29 janeiro 2026

A criação de um órgão paralelo submetido à vontade pessoal de Trump parece menos uma tentativa genuína de promoção da paz e mais um esforço deliberado para esvaziar instâncias cujo poder os (ainda) superpoderosos EUA precisam dividir e negociar com as outras nações

O discurso histórico de Mark Carney em Davos e o dilema do Canadá sob as ameaças imperiais dos EUA

No Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro de 2026, o primeiro-ministro canadense Mark Carney fez um diagnóstico incomum para um chefe de governo aliado de Washington. Ao afirmar que a ordem internacional baseada em regras vive uma “ruptura, não uma transição”, Carney sustentou que a integração econômica, por décadas apresentada como fonte de estabilidade, […]

A crise do multilateralismo não é só externa – O que o enfraquecimento das instituições internacionais revela sobre a política doméstica

A crise do multilateralismo não é um fenômeno externo que se impõe aos Estados. Ela é produzida por eles. E só poderá ser superada quando houver disposição política interna para reconstruir a confiança nas regras, nas instituições e na cooperação como instrumentos legítimos de ação coletiva em um mundo cada vez mais interdependente

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