Conversávamos e analisávamos decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos. Em jantar com os professores da Harvard Law, Terry Fischer e David B. Wilkins. Dezembro de 2000. Lá mesmo em Cambridge, Massachusetts. De repente, disse Fischer (o pioneiro dos estudos de Direito e Tecnologia, criador do Beckman Center), em quase autorreflexão: “A nossa Suprema Corte […]
Nos últimos 200 anos, os Estados Unidos mantiveram uma relação de altos e baixos com a segunda nação mais populosa do hemisfério ocidental, o Brasil. Em fevereiro do ano passado, o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, emitiram uma declaração conjunta projetada para aprimorar e aprofundar o […]
O advogado Luiz Eduardo de Almeida explora em seu texto as relações entre a Operação Lava Jato, o STF e os atuais embates entre Elon Musk e o Supremo Tribunal Federal: “À primeira vista inexistentes, elas revelam uma teia intrincada e sutil entre o processo de combate à corrupção e a defesa da democracia, gerando reação de agentes públicos e estruturas complexas— públicas e privadas — a esse movimento”.
Balanço do que aconteceu neste 2023 em termos de ciência e tecnologia no país, focado especificamente nas ações no plano federal, revela que, todo o primeiro ano foi período de arrumação da casa. E que tremenda arrumação foi necessária
Balanço do primeiro ano do governo do presidente Lula não pode omitir a complexidade da cena política no Brasil e no mundo nem ignorar o enorme desafio de recompor a harmonia entre os poderes, reduzindo a pressão fisiológica, recolocando a agenda nas mãos da política
O sociólogo Marco Aurélio Ruediger projeta uma sombra sobre a vida democrática do Brasil. Condição trazida por elementos de polarização, autoritarismo e conflito interinstitucional. Uma agenda se assenta numa guerra cultural e na busca por remodelagem entre poderes, tentando implantar um Executivo unitário, a exemplo do debate do trumpismo. Três razões confluem para essa corrosão: crescente déficit de confiança, derivado do desgaste das boas práticas públicas; esquemas de corrupção em caráter predatório às estruturas de Estado; e falta da razoabilidade na interpretação da lei, com uso radicalizado de recursos legais para além do princípio de presunção de inocência.
Secretário municipal do Meio Ambiente do Rio, Eduardo Cavaliere, defende a restauração da Mata Atlântica como ação vital para a retomada econômica do País. Abrangendo 15% do território nacional, o bioma concentra 72% da população e 70% do PIB. Na sua opinião, defender, conservar e restaurar este bioma que já perdeu 88% de sua área original, não é só compromisso constitucional, é convite irrecusável à regeneração do Brasil: “Ainda que os índices de desmatamento do bioma não choquem a opinião pública tanto quanto os dramáticos números da Amazônia, a fragmentada Mata Atlântica merece atenção brasileira e internacional na agenda de restauração de ecossistemas e defesa ambiental”.
Professor em Gerontologia da Universidade de São Paulo e comentarista sobre longevidade explica que, à medida que a população envelhece, o mundo desenvolvido apressa-se em conquistar espaço na indústria complexa que emerge com a longevidade. O Brasil está atrasado nesse contexto. “Seria coerente os economistas reconhecerem que respostas construtivas devem ser adotadas para o fenômeno da longevidade, pois as até aqui prometidas, sob a guarda dos fiscalistas, parecem ter oferecido apenas a morte como solução. A economia da longevidade é apenas umas das respostas construtivas. Outros países já estão atentos a isso. Na geopolítica do envelhecimento, o que está em jogo é: quem vai pagar pelo envelhecimento de quem? Ou melhor, quem terá direito a viver mais – afinal, essa é a maior missão da economia. Sempre bom lembrar.”
PhD em Economia e diretor da Rosenberg Partners pondera em seu artigo que partilha integralmente do sentimento de revolta da maioria da sociedade com o atual governo, mas observa também os avanços alcançados e que não devem ser desperdiçados. “Jamais imaginei que, 25 anos após termo-nos livrado do arbítrio do governo militar, estivéssemos debatendo tópicos sagrados como o equilíbrio dos Três Poderes, a inviolabilidade do mandato dos juízes do Supremo, a irrefutabilidade de suas decisões ou a lisura dos pleitos eletrônicos. Mas, por dever de ofício, somos obrigados a manter a objetividade na análise econômica e identificar os avanços na economia, por mais engulhos que nos provoque o cenário político.
A política externa é, antes de tudo, uma política pública. Trata-se de uma obviedade, dirão alguns. E, efetivamente, não há aí nada de novo. Talvez pelas especificidades típicas da atividade diplomática, porém, a política externa é tão frequentemente vista como uma realidade estanque, é tão frequentemente associada a abstrações alheias ao concreto do país de que emana e do mundo a que se dirige, que não será demais reafirmar: a política externa – ao lado de tantas outras – é, sim, antes de tudo, uma política pública, conduzida, no caso do Brasil, pelo presidente Jair Bolsonaro, assessorado pelo ministro das Relações Exteriores.