Neste episódio a professora e diretora do Instituto Igarapé Laura Waisbich fala sobre o novos rumos do mundo sob a turbulência dos tempos atuais. Ao contrário do que se pode argumentar, a professora tem uma visão positiva para o momento e destaca o papel das potências em ascensão, dos países em desenvolvimento e do sul […]
A atual diplomacia dos EUA com o Irã pode ser caracterizada como uma extensão de um modus operandi imperial, refletindo um padrão no qual os acordos servem como pontos de alavancagem, condicionados ao cumprimento integral e descartados quando interesses primordiais exigem uma escalada
A abundância de recursos naturais e a liderança agroalimentar, longe de serem apenas ativos de influência, podem transformar o Brasil em um alvo de disputa ou coerção pelas grandes potências eurasianas e pela superpotência norte-americana. Na ausência de capacidades militares compatíveis com sua extensão territorial e econômica, o país corre o risco de ser reduzido a um objeto da política externa alheia, em vez de sujeito
Em um cenário de rivalidade entre potências, ressalta-se a importância do Direito Internacional como base da ordem global, destacando a contribuição brasileira e o legado de Antônio Cançado Trindade na humanização do jus gentium. A estabilidade duradoura depende da justiça, da dignidade humana e da cooperação entre nações, acima da lógica da força.
Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, muitos analistas apostaram que o país seria isolado pelo “Ocidente”. Mas China, Índia, Brasil e vários outros Estados não aderiram às sanções. Pelo contrário: aumentaram o comércio com Moscou, negociaram em moedas alternativas e reforçaram fóruns como o BRICS. Diversos analistas descrevem o momento atual como uma […]
Entre o luto das potências ocidentais e o otimismo do Sul Global, a transição para um mundo multipolar revela mais pluralidade do que declínio: a autonomia ganha força com o não-alinhamento ativo, e a cooperação se reinventa, indicando que o multilateralismo não acabou, apenas se transformou em um cenário mais fragmentado e pragmático.
A ofensiva contra o país persa nasce da convergência entre a busca de Donald Trump por afirmar a supremacia militar dos EUA e a pressão estratégica de Israel. Embora o conflito represente risco limitado para Tel Aviv, pode se tornar uma nova derrota para Washington: guerra longa, impopular internamente e enfrentando a histórica resistência iraniana, com impactos energéticos, geopolíticos e econômicos globais
Em 20 de janeiro de 2025, Donald Trump tomou posse como 47º presidente dos Estados Unidos (EUA). No mesmo dia, ele retirou o país da Organização Mundial da Saúde (OMS), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), alegando, entre outros pontos, a má gestão da pandemia da covid-19 pela organização e a exigência de […]
Nesta semana o embaixador Rubens Barbosa comenta as consequências da guerra deflagrada no Oriente Médio, como ela pode afetar o comércio e a economia mundial, e ainda como o mundo está vendo possibilidades de atentados no ocidente. Mais além, Barbosa comenta a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ásia ocorrida em fevereiro […]
A guerra que envolve Estados Unidos, Israel e Irã não se limita a confrontos diretos entre forças regulares. O conflito se estende por meio de uma complexa rede de milícias xiitas que Teerã construiu ao longo de décadas no Oriente Médio. Mesmo que o regime iraniano enfraqueça ou caia, essa arquitetura de grupos armados tende […]