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ANO 15 | ABR-JUN 2022

Edição 57

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A escola brasileira para o século XXI é um dos temas que foram abordados pelos valorosos articulistas convidados para atual edição da Revista Interesse Nacional. Em seus 15 anos de existência, a publicação, por meio de seu Conselho Editorial, sempre abriu espaço para debate de ideias e defesa de propostas em ambiente democrático. A questão da educação, que no Brasil soma exclusão socioeconômica e deficiências de gestão na área pública, assim como o desenvolvimento de projetos e estratégias de combate à pobreza nas favelas, replicáveis em todo o território nacional, são apresentados aos leitores neste número. Em ano de eleições, torna-se particularmente relevante trocar conhecimento.

Outra questão que se destaca nos confrontos cotidianos do universo on-line nas redes trata de embates com o uso da linguagem frente às críticas de movimentos identitários. Há quem considere palavras portadoras “do bem o do mal”, atribuindo-lhes significados nem sempre cabíveis no contexto de interação. Cabe censurar expressões de uso milenar diante de interpretações recentes?

No âmbito dos trâmites financeiros vale compreender melhor a dimensão e o potencial dos impactos das tais criptomoedas e criptoativos, os quais estão invadindo o mundo financeiro e pondo de pernas para o ar certas noções desde sempre observadas, como é o caso da moeda nacional. Outra novidade no mercado de valores será a configuração de geração e comercialização dos créditos globais de carbono, assunto abordado em dois artigos na edição. Afinal, o Brasil pode facilmente se tornar um dos principais destinos para os investimentos mundiais de combate às mudanças climáticas sem perder sua vocação agrícola.

Por fim, a Revista ainda ressalta o destino da futura adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, que não poderá ser ignorada nos debates para a próxima eleição presidencial, até pelas contradições existentes e porque ela vai apontar para o rumo que a sociedade brasileira quer seguir.

Boa leitura!

Confira os artigos desta edição

Edição 57

O filósofo Fernando Schüler reflete neste artigo sobre a educação no Brasil. “Nas escolas estatais, apenas 18,4% dos alunos do último ano do ensino fundamental alcançam aprendizado satisfatório, em matemática, contra 55,8%, no setor privado”. As razões do fenômeno envolvem a soma de exclusão socioeconômica e deficiências específicas de gestão nas redes públicas. Criou-se um apartheid educacional, e o caminho para superá-lo seria a implementação de programas desenhados à luz da melhor experiência nacional e internacional.
Favela cocria e implementa ações de transformação em território próprio Ativista social e líder da ONG Gerando Falcões, Eduardo Lyra aponta que nas favelas vivam cerca de 18 milhões de pessoas, ou 8% da população brasileira, número que disputaria com o Rio de Janeiro o 3º lugar entre os estados mais populosos do País. Diante desses dados, propôs o projeto Favela 3D – Digna, Digital, Desenvolvida –, que pretende ser laboratório social, no qual testam novas estratégias de combate à pobreza, para que sejam mais eficientes e, principalmente, replicáveis em todo o território nacional.
No seu artigo, o sociólogo José Pastore analisa as consequências sociais da tecnologia na sociedade. A globalização e a modernização prometeram um mundo mais igualitário, mas, com o tempo, geraram muitas contradições e rescente desigualdade. Nos últimos anos, o sentimento de perda potencializado pelas redes sociais, mina a saúde de muitas democracias. Por força da entrada aciça de tecnologias no ambiente de trabalho, a classe média está sendo espremida, observando-se, em contrapartida, ligeiro crescimento das classes mais altas e grande expansão das mais baixas, o que agrava a desigualdade social. É a polarização do trabalho provocada pelo avanço tecnológico.
Especialista em Comunicação, Lygia Maria Rocha descreve aqui um fenômeno que afeta a todos: “Para não incorrer na ‘obsessão pelo detalhe’ puritano – que considera determinadas práticas, objetos e palavras do cotidiano como do mal ou do bem, de forma apriorística –, é necessário conhecer o funcionamento da língua, os mecanismos de atribuição de sentido, as condições dos efeitos pragmáticos da linguagem e perceber que o significado das palavras só se constitui plenamente em contextos de interação. Afinal, não faz o menor sentido que movimentos identitários usem a mesma lógica autoritária e moralista que pretendem combater. Censura não se combate com mais censura, e sim com mais liberdade.”
Pablo Cerdeira, advogado com foco em tecnologia, estuda a fundo a dimensão e o potencial dos impactos das criptomoedas e dos criptoativos no mundo atual. Neste artigo, ele traça um cenário desde o seu uso em áreas de conflitos deflagrados, até sua adoção por criminosos. Depois, destaca que, muito em breve, o mundo será forçado a uma reestruturação de sistemas monetário e financeiro, o que, consequentemente, talvez afete, até mesmo, o equilíbrio de forças entre as nações. E alerta que os envolvidos com esse novo mundo “não pararão por aí”.
O trio de executivos no Ministério da Economia Edson Silveira, Alexandre Ywata e Demétrio Florentino de Toledo Filho avaliam que o Brasil poderá ter um papel de destaque nessa nova configuração dos mercados globais de carbono. Neste artigo, apresentam o panorama atual dos mercados internacionais, ressaltando questões para a inserção do Brasil nos novos mercados globais e discutem a importância do mercado doméstico para o melhor aproveitamento do potencial brasileiro de geração de créditos de carbono.
O economista Mário Lewandowski aponta problemas operacionais para quem tenta estruturar fundo de investimentos no Brasil, para capturar e comercializar créditos de carbono associados à agricultura. Informa que todos dizem respeito a como os créditos de carbono são inerentemente ligados à terra e ao seu manejo e como novos formatos são necessários para que haja maior eficiência e atratividade a este tipo de investimento vis-à-vis outros investimentos mais tradicionais. Superando estas questões, o Brasil pode facilmente se tornar um dos principais destinos para os investimentos mundiais de combate às mudanças climáticas sem perder sua vocação agrícola.
O diplomata Rubens Barbosa lembra que a adesão à OCDE não poderá ser ignorada nos debates para a próxima eleição presidencial, até pelas contradições existentes e porque ela vai apontar para o rumo que a sociedade brasileira quer seguir. Ele lembra que o PT tem se posicionado contra o ingresso do Brasil na OCDE, por não ver vantagem. Lula recusou, em 2007, convite para o ingresso. Ele manterá essa posição? Bolsonaro, por seu lado, se reeleito, vai mudar a política ambiental em relação à Amazônia?

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