Edição 61

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O debate sobre a presença da extrema-direita, assim como o avanço do populismo de direita no cenário político nacional a exemplo do que ocorre em vários outros países no mundo, e como esse fato impacta e reflete no terceiro mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva, se faz presente na atual edição da Revista Interesse Nacional. Os articulistas convidados pelo Conselho Editorial da publicação refletem sobre diferentes prismas e merecem leitura. Como apontam, o alerta global foi ativado com o triunfo eleitoral de Donald Trump e a posterior vitória do ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil.


Há quem considere que o papel do partido político deveria ser o balizador das ações públicas e o elo entre o Estado e a sociedade. Porém, no caso brasileiro, está bem descaracterizado. A abundância de partidos e a incapacidade de atuar no processo legislativo com personalidade, para que a sociedade se oriente conforme valores e políticas públicas em prol da maioria, inexistem. Eles funcionam como um balcão de interesses privados incapazes de impedir o retalhamento do Estado em favor de causas corporativistas.


Outro ponto relevante no momento é o papel das forças armadas, após a militarização de funções úblicas e civis, estimulada pelo governo anterior e que trouxe para a ordem do dia a necessidade de se discutir as relações entre Estado e atuação do setor militar. Como menciona um dos autores das análises, “somente o respeito ao ser difuso conhecido como democracia fará a sociedade avançar na autoproteção e consequente sobrevivência da tribo da qual cada indivíduo livre é parte”.

Os desafios da política externa para recolocar o Brasil no cenário internacional, após quatro anos de isolamento e de perda de liderança em temas essenciais para a agenda interna – de mudanças climáticas aos direitos humanos – está na pauta de temas abordados nesta edição. Afinal, cientistas políticos consideram que não faltam exemplos mostrando ser possível um presidente construir legitimidade política de fora para dentro, usando a diplomacia para viabilizar a consecução de seu programa governamental.


Boa leitura!

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